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Channel: « Here Comes The Zombie »
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Assiste a 25 séries (you're a freaking god!)

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Tanta série que eu ainda queria começar a ver... Parem de lançar tanta série, por favor. :(

Aqui vão mais cinco das que tenho acompanhado:


Constantine


A DC tá tirando o atraso em relação à Marvel lançando uma série atrás da outra com seus personagens. Este ano veio Constantine, uma das séries mais esperadas pelos fãs do sarcástico mago inglês. Esperava-se que a série redimisse o filme que fizeram há uns anos com o Keanu Reeves, mas parece que o povo ainda tá descontente, muito porque não consegue evitar as comparações com Supernatural. Talvez nem todos saibam que Supernatural foi amplamente baseado em Hellblazer (a HQ em que se baseia Constantine, agora), só que chegou antes e, bem, fez muito sucesso. Comparações serão redundantes. De qualquer forma, as séries só compartilham a temática sobrenatural; os enredos são outros. Vale a conferida de todos que gostam do gênero, mesmo que não conheça o personagem.

Trailer:


Modern Family


A curiosidade finalmente me venceu e resolvi dar uma olhada nessa família que ganha todos os Emmy todos os anos. E, caras, eles merecem todos os Emmy de todos os anos, por mim! A série acompanha a vida de três famílias relacionadas: Jay, em seu segundo casamento, com a esposa estrangeira que trouxe o filho do casamento anterior; sua filha Claire, casada e com três filhos (há quem diga que o marido seja a quarta criança da casa); e seu outro filho, Mitchell, que vive com um companheiro e, juntos, adotaram uma bebê. Todos lidam com suas diferenças e semelhanças à sua maneira, e não há como não se identificar com algum deles. Não existe um tema delimitado: cada episódio trata de um assunto absolutamente normal na vida de qualquer família (o namorado da filha, a idade chegando, o bebê aprendendo as primeiras coisas, o dia a dia no trabalho ou na escola...), só que são todos meio malucos, então até as coisas mais simples fazem a gente rir alto.

Trailer:




The Strain


Baseada na Trilogia da Escuridão, de Guillermo del Toro e Chuck Hogan, que já recomendei anteriormente e que gosto muito! Estava aguardando com muita ansiedade pela série e ela está atendendo às expectativas. O enredo está na resenha que fiz dos livros, ali no link, mas pra resumir: as criaturas não são bem vampiros, embora sejam chamados assim, e também não são zumbis, embora tenham morrido e voltado. São humanos infectados por algo biológico que veio de uma criatura sobrenatural - faz sentido? - e que estão se alimentando de outras pessoas e ocasionalmente transformando-as nisso também. A transformação altera quase toda a anatomia da pessoa, e a velocidade com que isso ocorre é assustadora e toma proporções catastróficas com bastante rapidez. Se não mudarem o enredo da série e se mantiverem fiéis aos livros, prometo lágrimas.

Trailer:



Warehouse 13


Os agentes do Serviço Secreto Pete Lattimer e Myka Bering são chamados a integrar uma equipe misteriosíssima de agentes misteriosíssimos do Governo que trabalham em um armazém misteriosíssimo cheio de coisas... misteriosíssimas. O motivo pra tanto mistério é que a intenção dos agentes do Armazém 13 é recolher do mundo certos artefatos poderosos que estão sendo utilizados como armas ou de maneira que cause estragos ou infelicidade. Tais artefatos são objetos ordinários, mas que pertenceram a alguém que fez a diferença na História e, por isso, ficaram marcados com a significância dos eventos em que estiveram envolvidos (por exemplo, a cartola de Abraham Lincoln, pedras da Torre de Babel, o microfone de Hitler e um zilhão de outras coisas). O que mais gosto na série é que os importantes agentes do Governo não têm aquela pose que a gente vê nos agentes de outras séries - pelo contrário, Pete e Myka são especialmente atrapalhados, escandalosos, infantis, mas muito competentes e inteligentes; até porque eles mesmos têm certas habilidades: Myka tem memória fotográfica e Pete tem um sexto sentido imbatível. Os outros agentes também têm suas habilidades especiais, além de serem divertidos e tornar a série - toda steampunk e cheia de nerdices deliciosas - tão legal de ver.

Trailer:


- TERMINADA - 
Firefly


"Terminada" em todos os sentidos, já que ela só teve uma temporada, há muito tempo! Sempre via muita gente comentando que era "órfã" de Firefly e fui lá dar uma espiada. Como frequentemente acontece, não me arrependi e adorei! A série é ambientada em um futuro indefinido, onde o mundo estava sendo governado pela China e a humanidade já estava dividida em várias colônias espaciais. A tripulação do capitão Malcolm Reynolds está a bordo da nave Serenity trabalhando com o transporte de carga. Se a carga é legal ou ilegal não importa muito, e é essa despreocupação que os traz as maiores encrencas. Ao mesmo tempo, a nave abriga dois fugitivos procurados pela Aliança (o que governa a Terra e é a principal inimiga dos rebeldes que formam a tripulação da Serenity), um jovem médico e sua irmã especial. É uma mistura de ficção científica (sem Física ou aliens) com western, bastante diferente e bem divertida. Após o fim da breve série lançaram o filme Serenity, que deu continuidade e foi muito cheio de emoções (emoções DEMAIS, até).

Trailer:

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E vocês, o que começaram a ver e estão curtindo?

HCtZ Top Álbuns de 2014

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Manu, como frequentemente, por fora dos lançamentos (até dos artistas favoritos). Ouvi alguns durante o ano, e o restante precisei pesquisar.

Estes são os meus lançamentos favoritos do ano que passou:


Get Hurt
The Gaslight Anthem

Não será possível me apaixonar por qualquer outra coisa, nem que seja deles mesmo, depois do maravilhoso Handwritten... Demorei um pouco a me habituar às músicas desse álbum, e acho que até agora não tenho uma favorita absoluta. Talvez seja um daqueles casos em que o álbum conversará comigo quando for a hora certa. Ainda assim, é mais um trabalho competente de uma das minhas bandas favoritas, e esse vídeo aí não me deixa esquecer disso:



Transgender Dysphoria Blues
Against Me!

Primeiro álbum da banda desde que a vocalista Laura Jane passou pela transição que mudou sua vida. A banda passou por uma reformulação quase completa, depois disso (embora não tenha mudado em nada seu estilo), e a vida da própria Laura teve mais mudanças do que ela esperava; mas o álbum foi um passo importante - tanto para ela, sua família e amigos, quanto para outras pessoas que passam pelas mesmas complicações da transição - porque é conceitual sobre a disforia transgênero (definida como o desconforto por pertencer ao gênero oposto ao que lhe foi determinado biologicamente).



Till Midnight
Chuck Ragan

Tudo que o Chuck faz é lindo; até as fotos do Instagram dele são lindas. O estilo dele longe do Hot Water Music é o folk típico americano - aquela coisa cheia de barbas e camisas xadrez e violões e violinos e vozes roucas e muito coração. Acho que não há nada especial sobre esse álbum pra colocar aqui, apesar de eu sentir cada vez mais vontade de estar onde a Revival Tour estiver...



Home
Kian Egan

Primeiro álbum solo do ex-membro do Westlife. Um álbum bem improvável, aliás, porque o Kian era o membro com menos destaque vocal do grupo e surpreendeu todo mundo, haha. É uma coletânea bem despretensiosa de vários covers e muito gostosa de ouvir (também é muito bom ver essa barba aí, fique com ela. he). Só não entendi muito bem a necessidade de colocar um cover de The Reason (do Hoobastank) no álbum, se o Westlife já tinha lançado um no último álbum deles, mas tudo bem...






You Raise Me Up
John Barrowman 

Alguns talvez não saibam mas, antes de nos agraciar as telinhas no papel do Capitão Jack Harkness em Doctor Who e Torchwood e como Malcolm Merlyn em Arrow, John Barrowman já era artista da Broadway e gravou álbuns com suas interpretações. Este ano, lançou esse álbum de versões de canções pop tanto clássicas quanto mais recentes. Ah, e ele também é autor (junto com a irmã) de uma série de livros infantojuvenis. Não há defeitos nesse homem.



Tim Timebomb and Friends
Tim Timebomb

O Tim ficou soltando as faixas desse álbum uma a uma durante várias semanas, até finalmente sair o álbum todo. Trata-se de um álbum com versões de muitas, muitas músicas - algumas de outras bandas de punk rock, ska e reggae, e algumas de rocks antigos e até country! Algumas versões ficaram até mais legais que as originais. Curti mais esse álbum do que o próprio álbum novo do Rancid :P




The Breeze (An Appreciation of JJ Cale)
Eric Clapton & Friends

Não deve ser fácil ser Eric Clapton, vendo tantos amigos indo embora assim. JJ Cale foi um grande amigo pessoal, e quem compôs vários dos sucessos que ajudaram a dar fama ao Eric, tipo Cocaine - eles inclusive gravaram um álbum juntos, o The Road to Escondido. Este álbum é uma homenagem póstuma de Clapton e vários músicos conhecidos, com suas versões de algumas das composições de Cale. O vídeo abaixo faz parte das homenagens e pega lá no coraçãozinho:



• Outros que ouvi e curti •

Listen, do The Kooks. Surpreendentemente dançante!
50 St. Catherine's Drive, póstumo de Robin Gibb. Não conhecia as músicas só do Robin; são bem diferentes do que ele fazia com os Bee Gees, e adorei!
Aretha Franklin Sings The Great Diva Classics. O nome do álbum é bastante autoexplicativo. A versão dela de Nothing Compares 2 Ué, provavelmente, a única feliz do mundo, haha
Last Chance to Dance, de CJ Ramone. O CJ sempre foi meu ramone favorito, mesmo não tendo sido um dos originais (me mordam). As coisas que ele lança são sempre legais.
Everything Changes, de Julian Lennon. Fazia muito tempo que não ouvia nada dele, aí vi que ele lançou álbum esse ano e fui ouvir. Me surpreendi ao ouvir um trechinho de Baby You're A Rich Man em uma das músicas, haha.
I'm Not Bossy, I'm the Boss, de Sinéad O'Connor. Adoro essa mulher, fiquei feliz em saber que ela ainda está gravando. Esse álbum foi bem mais bem recebido que o anterior dela, inclusive.
Mandatory Fun, de "Weird Al" Yankovic. Até cheguei a mencionar ele por aqui, anteriormente. Esse álbum foi um sucesso nas paradas, o que é incomum para o estilo!
The Who Hits 50, do The Who. Coletânea dos maiores sucessos dos 50 anos da banda, o que é sempre... sucesso!

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Ouviram algo supimpa esse ano?

O ano que (finalmente!) acabou

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Ufa, que ano maluco, esse! Achei que o ótimo começo fosse um presságio de um ano tão bom quanto o passado, mas fiquei bastante decepcionada comigo mesma por não ter me permitido que 2014 tivesse sido melhor. 

Já estava com essa postagem prontinha, mas resolvi apagá-la toda a transformar a conversa em uma lista. Fica menos cansativo, menos desnecessariamente pessoal demais e, se alguém quiser conversar sobre qualquer coisa que vir aqui, é só me chamar onde vocês já sabem que estou. :D



Ajudinha do John novamente, esse ano.

→ Coisinhas legais ←


► Viajei rapidinho pra encontrar alguns amigos (alguns deles, pela primeira vez). Não sei por que é tão complicado conseguir fazer uma viagem dar certo, mas pelo menos essa foi.

► Reencontrei antigas amigas e colegas da faculdade (algumas, pela primeira vez desde a nossa formatura, há quase 6 anos). Teria sido ainda mais legal se todos pudessem ter ido à reunião, mas valeu o encontro.

► Finalmente recebi a visita da minha amiga mais querida lá de Campo Mourão. Dez anos de fofoca pra colocar em dia!

► Adotamos mais um gatinho e estou cultivando mais duas plantas carnívoras. Todos são bem gulosos.

► Passei a me dedicar mais às traduções e tive a oportunidade de ser avaliada por um tradutor bem experiente e reconhecido que, apesar de alguns puxões de orelha, elogiou muito o meu "português de primeiríssima linha" e me chamou de "talentosa".

► Aprendi MUITO sobre o mercado de trabalho dessa área, depois de apanhar bastante; aprendi a operar algumas ferramentas importantes pra produção render mais; e tentei de tudo um pouco até ver o que funciona e no que não vale a pena investir.

► Comecei a ajudar a minha irmã com as fotografias - não fotografando, mas diagramando os álbuns dos clientes. Têm ficado bons (todos estão amando, modéstia à parte :P), e isso tem aliviado o volume de trabalho da coitada.

► Fui convidada a colaborar de vez em quando com resenhas de livros e HQs para a revista Mundo Nerd, e já fui publicada em duas edições (a 5 e 6, pra quem quiser conferir).

► Ganhei um sorteio da página Sandman Brasil, yay! O dono da página, inclusive, foi a pessoa mais legal do mundo ao me dar a chance de receber o prêmio mesmo após o prazo de resposta (porque meus amigos que também curtem a página não se deram ao trabalho de me avisar que eu tinha ganhado, mas tudo bem, deu tudo certo).

► Ganhei festa de despedida de uma turma de alunos superqueridos que me dão muita saudade

► Na categoria revelação bombástica: dei um chute bem gostoso na bunda da depressão ao entender e aceitar que eu, afinal, não tenho mais que me forçar a/fingir ser uma heterossexual normal, porque não sou! Depois de muita leitura, estudo e conversa descobri que sou assexual, que é uma orientação normal para 1% da população mundial (somos 70 milhões assumidos); e que existe uma grande comunidade de apoio e conscientização para a menos estudada e mais mal interpretada das orientações sexuais. É complicado para as pessoas das demais orientações entender a assexualidade sem ser um pouco preconceituoso (sim, ouvi todo o tipo de coisa até de homossexuais) e fazer uns comentários meio ofensivos, às vezes; por isso peço que os curiosos deem uma olhada nesse "guia" resumidinho.

não é nada pessoal, MESMO.


► Na categoria milagre: minha primeira planta carnívora quase passou dessa pra melhor e deixou só as raízes pra trás - mas, depois de meses de insistência minha, voltou a brotar. Uma das nossas gatas se machucou bem feio e sumiu por três semanas, mas acabou voltando pra casa depois de toda a esperança ter sido perdida.


→ Coisinhas chatas e bobonas ←



► O gatinho que adotamos no ano passado (meu companheirinho mais querido) foi embora e nunca mais voltou. Todo tipo de coisa horrível passou pelas nossas cabeças e, enfim, foi uma perda difícil de aceitar.

► Perdemos nosso avô pra um câncer idiota que o fez sofrer muito. O descanso dele depois de tantos anos foi um alívio pra todos, mas me despedir dele em seu último dia de vida foi horrível :(

► Deixei meu emprego como professora de inglês, justo quando achava que finalmente havia encontrado algo que me dava prazer em trabalhar, porque deixei a depressão e a ansiedade tocarem o Terceiro Reich no meu emocional. Precisei me afastar e colocar as ideias em ordem.

► Ainda não as coloquei.

► O único plano que eu tinha pra esse ano, o de voltar a estudar alemão ou o francês, não deu certo. As únicas duas escolas da cidade que oferecem os cursos são caríssimas e eu não tenho como arcar com nenhum deles. Lamento não ter disciplina para estudar por conta própria :(

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Não tô pensando em planos pra 2015; tô frustrada com essa coisa toda de trabalho fixo e não consigo pensar em nada que não pareça desperdício de dinheiro. Estou com algumas esperanças ínfimas, porém, e... vai que dá?

Um melhor ano a todos, e obrigada mais uma vez pela companhia!

- Manu

Sugestões de Leitura de 2014: Novembro - Dezembro

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Sexto e último relatório de leitura do ano! Ao todo, foram mais de 70 livros - o que não significa muito, já que existem livros grandes e pequenos, grossos e finos, com muitas ilustrações ou texto apertadinho... O importante foi ter tido oportunidade de ler todas essas delícias e ganhar tanto com isso.

Seguem as últimas leituras do ano. Apreciaria se vocês dividissem comigo o que andaram lendo, também! Do que gostaram? Com o que se decepcionaram? Leram alguma coisa que eu indiquei ou colocaram algum deles na lista de próximas leituras? Querem me indicar algo? Mandem ver!

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Terra em Chamas
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2009) - 376p.
Morte dos Reis
Bernard Cornwell - Record - 2013 (2011) - 375p.
O Guerreiro Pagão
Bernard Cornwell - Record - 2014 (2013) - 335p.

Volumes 5, 6 e 7 das Crônicas Saxônicas. Os anos vão passando e Wessex continua sob ameaça inimiga. Parece que o sonho de Alfredo, de tornar todos os países falantes da língua inglesa uma única Inglaterra, está cada vez mais difícil de alcançar. Quando não são os dinamarqueses chovendo aos milhares com todo o saque, o estupro e a matança, são os noruegueses, ou os galeses, ou os escoceses ou os próprios saxões traidores enchendo o saco. Por mais que o odeie, Alfredo precisa de Uhtred, e este, por mais que odeie tudo isso ainda mais, não consegue deixar a família do rei na mão e deixa pra lá mais um pouquinho as suas próprias aspirações para defender as terras saxãs. A essas alturas já temos mais participação de Æthelflæd e Eduardo, filhos de Alfredo, que também foram importantíssimos na História da Inglaterra. Como já mencionei, as notas históricas ao fim de cada volume acrescentam muito a certos pontos da narrativa, o que torna a obra ainda mais maravilhosa aos meus olhos: que pesquisa e que cuidado Cornwell teve com os personagens e acontecimentos! Acredito que ele esteja fazendo justiça merecidíssima ao seu antepassado saxão. Eu sinceramente não sei como Uhtred conseguiu ficar vivo tantos anos pra narrar essa novela, tendo lutado como lutou e vivido como viveu. Cada livro dessa série traz um novo, terrível e teoricamente invencível adversário e nenhum deles dura metade do que esse homem tá durando!


Belas Maldições: As Belas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa
Neil Gaiman & Terry Pratchett - Bertrand Brasil - 2014 (1990) - 376p.

Já estava tudo acertado para o Armagedom: a data, o cumprimento das profecias, o local... Só faltava a vinda do Anticristo. Intermediários ficaram encarregados de fazer a troca dos bebês em um hospital de um vilarejozinho do interior inglês, e estava tudo saindo conforme o planejado, não fosse pelo mero detalhe de que o Anticristo foi acidentalmente trocado pelo bebê errado. O menino acabou sendo criado por uma família amorosa e cresceu pra se tornar um bom garoto: tinha amigos, muita imaginação e um grande amor pela natureza. Seu aniversário de 11 anos seria quando sua verdadeira natureza se manifestaria, um Cão do Inferno se juntaria a ele, e os Quatro Cavaleiros chegariam, dando início ao Armagedom. E isso tudo aconteceu, mas não do jeito que estava planejado. Belas Maldiçõesé repleto de personagens divertidos e doidos, especialmente a fantástica dupla formada pelo demônio Crowley e o anjo Aziraphale. O livro também é cheio de não tão discretas críticas aos costumes dos Estados Unidos, e é uma leitura maluca e bastante divertida, quando se acostuma ao estilo. Porém, verdade seja dita que eu teria gostado infinitamente mais desse livro não fosse meu cérebro que começou a ficar irritantemente crítico a respeito das traduções alheias. Fiquei me distraindo com detalhes de fluência textual e a revisão, que poderia ter sido mais caprichada, e não aproveitando tanto a história quanto gostaria. Mas não posso criticar demais, afinal, traduzir Gaiman não deve ser nada fácil; e minha própria revisão, também, é bem ruim. E, na verdade, foi bem legal o tradutor ter tido o cuidado de usar o português arcaico nas partes em que os autores usaram o inglês arcaico.


A Mulher de Preto
Susan Hill - Record - 2012 (1983) - 207p.

Gostei do filme, então, quando soube que vinha de um livro, procurei lê-lo também. Até onde eu sei, pouca gente gostou do filme, e também cheguei a ver resenhas de pessoas dizendo que o livro tampouco assustava como prometia. Bem, a primeira frase da sinopse alerta:"Não é uma história de terror", portanto, não criem expectativas de perder o sono com ela. O jovem advogado Arthur, enviado à Casa do Brejo da Enguia para analisar a papelada de uma senhora cliente recém falecida, não é aterrorizado pelos fantasmas de lá (como colocado no filme), mas atormentado por sua presença e pelo mistério que significam. Quem são? Por que estão lá? Como fazê-los ir embora? O livro é narrado por ele, já velho, relembrando esse episódio da juventude e contando-o pela primeira vez. Há diferenças entre essa história original e o filme, como esperado. A leitura é muito fluida e ficamos presos a essa narrativa tão tensa, então recomendo o livro com um pouco mais de boa vontade e menos nariz torcido (e uma dica para curtir melhor o filme: refreiem-se de compará-lo a Harry Potter só por causa do ator principal).





O Fantasma das Grandes Banquisas
Arthur C. Clarke - Siciliano - 1992 (1990) - 244p.

Ah, as coisas que pego "no escuro" e que se mostram tão legais...! Escolhi este livro há meses, quando fazia uma compra pela Estante Virtual e precisava escolher mais um item do vendedor para compensar o frete. Acabei escolhendo esse por dois motivos: ser de Arthur C. Clarke, autor de ficção científica mais conhecido por 2001: Uma Odisseia no Espaço e suas sequências, e por ter a ver com o Titanic. Eram motivos suficientes, já que tenho grande curiosidade por tudo relacionado ao malfadado transatlântico - embora não tivesse encontrado sequer uma sinopse do livro, além da ideia geral do enredo. Bom, a trama é a seguinte: é 2010 ("futurista", já que o livro foi lançado em 1990) e, com o centenário do Titanic se aproximando, algumas pessoas ricas e entediadas tiveram a grande ideia de tentar içá-lo do fundo do mar. Um deles é um inventor muito bem-sucedido associado a uma indústria de vidro que tem interesse pessoal em algo valioso que naufragou com o navio. O outro quer produzir uma atração interativa (e ganhar muito dinheiro e fama com ele) de excursão pelo próprio Titanic. Ambos precisam da ajuda da mesma pessoa e, para ambos os projetos, há muita tecnologia fantástica e caríssima envolvida, mas há a dificuldade de realizar as duas operações no mesmo dia, o que seria parte da grande publicidade. E há, também, revolta de ativistas ambientais e de muita gente que acredita que os restos do navio devem ser deixados em paz, e que consideram a coisa toda violação e saque de túmulo. Não só os personagens são interessantes, como as previsões do autor sobre o século XXI, que não estava assim tão distante, mas que confundiu muita gente com toda aquela história do Bug do Milênio. A leitura me ganhou já desde as primeiras páginas: é gostosa de acompanhar, vem cheia de referências a figuras da cultura pop e curiosidades sobre o Titanic e vários outros elementos da História, é divertida em alguns pontos, e tem aquelas explicações científicas que tanto influenciam as tramas do gênero colocadas de um jeito bem legal de entender. Lá depois do fim tem até uma aula de matemática sobre o conjunto M, que foi citado na história. Mas preparem-se para mais tragédias.


Por Que Não Pediram a Evans?
Agatha Christie - Record - 1987 (1933, 1935) - 237p.

Bobby está jogando golfe com os amigos. Eles comentam o quanto o terreno é perigoso, com toda aquela névoa encobrindo o penhasco mais além, enquanto vão buscar a bola. E aí descobrem que algum desavisado realmente caiu no penhasco, então desceram até lá para checar o pobre homem, que ainda estava vivo, mas por pouco. Enquanto um deles foi buscar ajuda, o homem recobrou levemente a consciência, olhou para Bobby, e, antes de partir dessa pra melhor, disse: "Por que não pediram a Evans?". Ao buscar uma identidade para o desconhecido, Bobby encontrou a fotografia de uma bela dama em seu bolso. Bom, que raios de pistas eram aquelas? Intrigado, contou o que sabia à sua amiga, a jovem, riquíssima e entediada Lady Frances, carinhosamente chamada Frankie, e ambos preparam planos mirabolantes para desvendar todo o mistério. A história tem um desenrolar divertido com esses dois detetives amadores e cheio de suspense. Ao contrário de algumas outras histórias de Agatha, essa é bem fácil de acompanhar, não tem tantos personagens assim, então o recomendo a quem ainda não se arriscou a ler as obras da autora. Apesar do vilão canastrão (daqueles que escrevem cartas contando todos os detalhes do plano), ainda carrega a marca característica dos entrelaçamentos imprevisíveis. Leitura deliciosa!



Mistérios da História
Paul Aron - Manole - 2001 (2000) - 247p.

Sensacional! Através de extensa pesquisa documental e bibliográfica, o autor prova aqui que os maiores mistérios da História podem, sim, ser explicados - e nos faz refletir sobre os motivos de tais mistérios permanecerem "misteriosos" até hoje. São abordados 25 deles, em capítulos sucintos e muito claros, concluídos pelas referências bibliográficas comentadas condizentes à pesquisa feita para cada um deles. Entre as questões respondidas, minhas favoritas foram: Quem foi o Rei Artur?, Quem construiu as estátuas da Ilha de Páscoa?, Colombo tinha intenção de descobrir a América? e Seria possível salvar o Titanic?; entre várias outras abordagens históricas, lendárias e políticas muito interessantes. Mesmo que alguns dos mistérios não tenham realmente uma solução oficial, aqui derruba-se muita especulação e esclarece-se muita confusão. Recomendadíssimo. (Aliás, descobri que o temos repetido, aqui em casa. Se algum de vocês o quiser, me diga e ele é seu!)


Dentre as HQs:

(ok, não vou mais sugerir O Monstro do Pântano, mas saiu reedição da Saga do Monstro do Pântano, de Alan Moore, então sugiro, assim... indiretamente)

Sandman Apresenta: Contos Fabulosos, de Bill Willingham e outros. Divertidíssimo! O autor recebeu a missão de mostrar aos leitores os bastidores do Sonhar, cenário criado por Neil Gaiman em Sandman. Aqui temos três aventuras com personagens conhecidos dos leitores, e mais alguns novos. A primeira história é Merv Cabeça de Abóbora, Agente do S.O.N.H.A.R., uma aventura estilo 007 em que o nosso querido faxineiro precisa resgatar um sonho que fugiu. A outra é As Novas Aventuras de Danny Nod, O Heroico Bibliotecário-assistente, que é um personagem novo e que sai pelo Sonhar recolhendo os livros que os outros sonhos pegaram emprestado. A biblioteca do Sonhar, aliás, é literalmente um sonho - pois suas estantes abrigam todos os livros que nunca saíram da cabeça dos autores para a realidade. A história também é cheia de deliciosas referências literárias. E a última é Tudo o que Você Sempre Quis Saber Sobre Sonhos... Mas Tinha Medo de Perguntar, que responde a dúvidas que temos a respeito do mundo do Sonhar (por que temos sonhos recorrentes? por que nem sempre lembramos dos nossos sonhos? ...). A revista é engraçada do começo ao fim. Nunca imaginei que um dia riria tanto com qualquer coisa relacionada a Sandman.

Violent Cases, de Neil Gaiman e Dave McKean. A primeira colaboração (de muitas geniais subsequentes) entre o escritor e o ilustrador foi lançada originalmente em 1987. Ganhei o exemplar da reedição de 2014 em um sorteio da página Sandman Brasil (milagre!). Essa é uma história sobre outras histórias. O narrador é um cara (desenhado com as feições do próprio Gaiman) contando sobre como ele foi tratado na infância por um osteopata duvidoso de origem misteriosa, após um incidente com o pai. Ao descobrir que o médico já havia tratado Al Capone, o garoto se encanta por gângsteres, mesmo sem entender muito bem o que eram. A narrativa se confunde entre realidade e a imaginação do narrador, já que muito do que lhe aconteceu quando criança não foi realmente compreendido por ele, na época; e o tom é sombrio como característico dos autores. E termina com notas do tradutor, que eu amo ler e me ensinam muito!

Marvels, de Kurt Busiek e Alex Ross. Essa coleção da Salvat tá valendo cada centavo cobrado. Que edição maravilhosa de uma história incrível! Publicada originalmente em 1994, Marvels reconta alguns dos maiores clássicos da Marvel sob o ponto de vista de um cara comum (um fotógrafo freelancer) que acompanhou o surgimento e o desenvolvimento dos super-heróis de Nova York, a partir dos anos 1940: desde o Tocha Humana original até Namor e o Capitão América, chegando aos anos 1960 que trouxeram o Quarteto Fantástico, a primeira equipe dos Vingadores, os X-Men, o Homem-Aranha, e vários outros. Todos os acontecimentos que ele presenciou são histórias clássicas das HQs mas, aqui, são relatadas do ponto de vista do povo: como aquelas coisas afetaram o dia a dia das pessoas, como elas reagiram à chegada de cada um daqueles vilões (especialmente Galactus!), e como receberam cada um dos heróis. Foi uma série superaclamada e premiada por ser completamente crível e apresentar os fatos de maneira bastante realista. Exatamente como qualquer um reagiria a qualquer uma daquelas coisas fantásticas, e chega a ser revoltante porque mostra como o povo pode ser (e é) ingrato com aqueles que se arriscam para salvá-lo sem pedir nada em troca. Os tomos são alternados com comentários dos artistas envolvidos. E a famosa arte de Alex Ross... sem comentários.



Guerra Secreta, de Brian Michael Bendis e Gabrielle Dell'Otto. Eu não ia listar esse aqui, mas acabei mudando de ideia só porque esse foi meu primeiro gibi com uma história exclusiva da S.H.I.E.L.D. (não confundir com o Guerras Secretas, bem mais antigo e completamente diferente) e por ter a arte do Dell'Otto, que adoro! Nick Fury toma uma iniciativa desesperada para combater uma grande ameaça vinda da Latvéria, contra a qual o governo americano não quer lutar. Para tal, reúne um time de heróis para uma guerra secreta: Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Capitão América, Luke Cage, Viúva Negra e a misteriosa novata Daisy Johnson. Um ano depois, as consequências aterradoras surgem e o time de heróis sofre com os resultados da vingança...

Blue, de Rafael Koff, outro dos projetos do Catarse que apoiei. Este livrinho é uma coletânea de tirinhas humorísticas do autor cujo tema central é a depressão - tanto quanto se dá pra ser divertido nessa situação. São pensamentos e reações relacionados ao trabalho, aos relacionamentos amorosos, às amizades e à vida social, e aos relacionamentos virtuais. O livrinho é legal até para pessoas que não sofrem desse mal, porque entendem como é estar na pele de alguém cuja visão de tudo é turvada pela doença. Algumas das tirinhas até nem têm a ver com depressão, mas só com um certo humor negro. As recompensas, também, foram bem legais: um marcador de páginas, uma tag de porta ("Pode entrar. Eu já estou perturbado mesmo.") e um ímã de geladeira.



X-Men: Messiah Complex. Após os eventos da Dinastia M, quando uma Feiticeira Escarlate piradíssima se encheu da realidade e extinguiu os poderes de 90% dos milhões de mutantes do mundo, os 200 e tantos sobreviventes estavam desesperançosos e seriamente divididos. Porém, o que era pra ser uma notícia de esperança - o nascimento do primeiro bebê mutante após o extermínio - se tornou o início de uma guerra: enquanto uns procuravam protegê-la, outros tinham interesse em eliminá-la (inclusive antigos aliados), pois esse bebê teria mais poder do que eles jamais haviam visto. Há reviravoltas, revelações, muitas baixas e muita tristeza. Messiah Complexé considerado uns dos melhores arcos dos X-Men, e fico feliz que eu tenha conseguido me dá-lo de presente de Natal!

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Já estou preparando a meta para 2015 e ansiosíssima pra começar! Continuo mandando as indicações bimestralmente, ou alguém tem uma ideia melhor?

Curiosidades sortidas para curiosos diversos

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As curiosidades de hoje não serão temáticas; reuni as últimas coisas mais interessantes que descobri e vou compartilhá-las todas juntas:

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Por que algumas moedas têm bordas serrilhadas?

Antigamente, o custo do material da moeda era exatamente o que ela representava: por exemplo, uma moeda de prata de 50 centavos continha realmente cinquenta centavos em prata. Mas aí o povo, sempre espertinho, começou a limar discretamente as bordas das moedinhas para vender o pó da prata e do ouro que iam acumulando. Além da prática ser obviamente ilegal, as moedas já não mais valiam o que deveriam, causando prejuízo nos negócios. Bom, o governo conseguiu ser um pouco mais espertinho do que o povo, e então começou a confeccionar as moedas de valor mais alto (as de material mais caro) com bordas serrilhadas - assim, seria impossível limá-las sem que se percebesse. Com o passar do tempo, as moedas não foram mais sendo fabricadas com metais valiosos como prata e ouro, mas o costume de serrilhá-las permaneceu. Acreditava-se que era mais conveniente porque as máquinas não foram substituídas, mas depois foi alegado que, ao manter o padrão, os deficientes visuais não teriam dificuldades em identificar as moedas novas (o que, infelizmente, não ocorre com as notas...).

Fonte: TIFO

Seus amigos têm mesmo mais amigos que você

A sensação de que nossos amigos têm mais amigos do que a gente está geralmente correta, e se explica pelo Paradoxo da Amizade Generalizada. Proposto por um sociólogo em 1991, esse paradoxo determina que a maioria das pessoas tem um grupo restrito de amigos, enquanto apenas uma pequena porcentagem da população mundial tem um grupo de amigos significativamente grande - e é provável que você faça parte do círculo de amigos de uma dessas pessoas mais populares (justamente porque elas são populares). Portanto, a média de amigos que cada um dos seus amigos tem vai ser maior do que o total de amigos que você tem. O paradoxo também conta para seguidores nas redes sociais (a média dos seus amigos quase sempre vai ser maior que o seu total) e até a quantidade de parceiros sexuais

- Como consolo para os menos populares: um estudo sobre o Paradoxo da Amizade Generalizada foi conduzido em Harvard, há alguns anos, onde alguns alunos deveriam fazer uma lista de todos que consideravam seus amigos. Ao perceber que os mesmos nomes faziam parte de várias listas, os pesquisadores também perceberam que esses alunos populares são os primeiros a contrair gripe e outras doenças contagiosas.

Fonte: TIFO

É possível morrer de coração partido

Decepções doem, eu sei. Às vezes a decepção é tão grande e dói tanto que a gente pensa que vai morrer de coração partido. Embora o coração não se parta, literalmente, existe uma condição fatal conhecida popularmente como Síndrome do Coração Partido. O nome real da condição é cardiomiopatia takotsubo, ou cardiomiopatia induzida por estresse, e é facilmente confundida com um ataque cardíaco (a cardiomiopatia é uma doença no músculo cardíaco), porque os sintomas são muito similares. A diferença é que o ataque cardíaco é provocado pela obstrução das artérias, enquanto esta cardiomiopatia é provocada por situações de grande estresse combinadas a outros fatores. Entretanto, nem toda situação de estresse é suficiente para provocar a cardiomiopatia - segundo os estudos conduzidos, o luto pela perda de um ente querido é o tipo de estresse mais forte capaz de desencadear a Síndrome (fiquem sossegados quanto ao fim do namoro, vocês superam). A condição, porém, é rara: apenas 1% ou 2% dos casos de ataques cardíacos são realmente casos de coração partido; mas quase todas as vítimas foram mulheres entre 58 e 75 anos.

Fonte: NIK

Existe uma cidade pegando fogo há mais de 50 anos

É a cidade de Centralia, na Pensilvânia (EUA). Fundada em 1862, a cidadezinha se tornou um grande ponto de mineração de carvão, que já foi bastante utilizado como fonte de aquecimento para o país (estima-se que 95% do carvão antracite dos EUA está sob a Pensilvânia - eram 25 milhões de toneladas, antes da mineração). Com a diminuição do uso de carvão, a cidade também foi diminuindo, já que mais da metade dos habitantes e mineradores foi buscar o que fazer em outros lugares - em 1960, a cidade contava com aproximadamente mil habitantes. Então, em 1962, até hoje não se sabe bem por quê, começou "o incidente" histórico: a teoria mais aceita é que o próprio corpo de bombeiros ateou fogo nos restos de lixo do Memorial Day e, inadvertidamente, o fogo teve acesso a uma entrada das antigas minas, e rapidamente alcançou os depósitos de carvão. É curioso que essa entrada de mina não estivesse demarcada com placas de advertência, já que todas as outras estavam. Várias tentativas de apagar o incêndio foram realizadas pelos próximos vinte anos, mas a cidade não contava com fundos no seu início, quando era mais fácil apagá-lo. Tentaram cavar valas, jogar areia molhada, qualquer coisa para impedir que o fogo se alastrasse, mas toda tentativa foi em vão. Depois de 7 milhões de dólares de investimento, o governo simplesmente desistiu, já que o fogo não ameaçava sair da cidade. O povo é que se aproveitou bem da situação: logo viram que não precisavam mais tirar a neve das ruas, e que dava até pra plantar coisas no inverno, já que o chão estava sempre aquecido. Só que a alegria não durou muito, pois o fogo piorava e as plantações morriam pelo calor excessivo, e os donos de postos de combustível começaram a ficar preocupados com possíveis explosões. Aí, em 1981, o chão começou a abrir. Foi o ultimato que o governo precisava: não conseguindo extinguir o fogo, começou a direcionar a verba para a realocação da cidade (ou dando dinheiro ao povo para ir morar onde quisesse). Muita gente, entretanto, não quis sair; os casos foram a julgamento e, em 2014, ainda havia 8 residentes que não tinham ido embora, e que acabaram finalmente ganhando o direito de ficar. A cidade é considerada fantasma e o incêndio não dá sinais de se extinguir tão cedo: estima-se que haja combustível lá para queimar por mais 250 anos.

Fonte: TIFO

Ler com pouca luz não afeta a visão

Boa notícia pra quem gosta de ler no ônibus de viagem ou na cama antes de dormir. Esse é mais um mito médico perpetuado por nossos pais para que não ficássemos lendo até tarde da noite. Entretanto, não estamos livres das consequências de se gostar de ler muito: a miopia pode ser, sim, provocada pelo hábito da leitura - ao passar muito tempo focando a visão em objetos muito perto dos olhos. Isso serve também para quem trabalha com computadores, ou até com costura. A luz não parece ter influência nos casos de miopia, mas os hábitos de proximidade de foco por longos períodos aumenta a probabilidade da miopia quando a pessoa já tiver predisposição para apresentar a condição. Quanto a ler com pouca luz, o máximo que pode acontecer é uma dor de cabeça que o impeça de ler por muito tempo. Isso acontece porque seus olhos estão trabalhando duro por você: ao mesmo tempo em que as pupilas têm que se dilatar o máximo que podem pra absorver a quantidade mínima de luz que estão recebendo, têm que focar nas palavrinhas mal iluminadas. Mas o esforço não representa perigo, e a dor passa depois de um descanso. Pra quem trabalha com o foco em objetos próximos por longos períodos, um bom exercício é, ocasionalmente, fechar os olhos por um minuto completo (isso porque, nessas ocasiões de concentração, piscamos 1/4 do que deveríamos, então os olhos ficam ressecados). Além disso, focar o olhar em um objeto distante por um minuto completo a cada meia hora também ajuda na prevenção à miopia.

(Já é tarde pra mim, mas posso sempre tentar ajudar futuros míopes)

Fonte: TIFO

O desafio das séries

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Era pra ser uma postagem por dia, mas...: 

(linkei as séries para minhas postagens com resenhas)

Dia 1 - Sua série favorita de todos os tempos:
Star Trek (TOS, TNG e DS9 - que foram as que assisti até agora)




Dia 2 - A série que você mais detesta:
Ué, só assisto as que eu gosto... Não sei se detesto as que não assisto :P

Dia 3 - A série mais cômica:
Aqueles malucos do Modern Family têm me divertido muito!

Dia 4 - A série mais dramática:
In the Flesh. Ela não é assustadora, é terrivelmente TRISTE.

Dia 5 - Uma série que você só assiste quando está entediado(a):
Os episódios clássicos de Doctor Who. São TANTOS...

Dia 6 - Um personagem de série por quem você foi apaixonadinho(a):
Ah, eu morria de amores pelo Scotty Valens, de Cold Case. Ele era competente, atencioso, dedicado, leal e tinha seus demônios, como todo mundo. Queria que ele e a Lily tivessem virado algo (e eu não sou de torcer pela formação de casais!).



Dia 7 - Uma cena de série que fez você chorar:
Nossa, inúmeras. Quero nem lembrar. Mas todo o último episódio de Merlin foi cruel. CRUEL. C-R-U-E-L.

SÓ DE LEMBRAR JÁ CHOREI


Dia 8 - Uma série de dar medo:
Eu não tenho medo de nenhuma das que acompanho... Mas tinha medo de Arquivo X quando criança, então vou deixar essa (OS ALIENS ATRAVESSAVAM PAREDES, POXA!).

Dia 9 - A série mais antiga que você assistiu:
Viagem ao Fundo do Mar (1961), mas só os episódios que conseguimos encontrar.

Dia 10 - Uma cena de série que traz lembranças:
Que pergunta vaga. Mas aquela cena em Lost quando o Charlie, pouco antes de morrer, mostra a palma da mão onde escreveu "NOT PENNY'S BOAT" rendeu uma interna aqui em casa. Sempre que desconfiamos de algo que parece bom demais pra ser verdade, minha mãe e eu dizemos que tal coisa "não é o barco da Penny".

Dia 11 - Seu personagem de série preferido:
Acho que vou ter que dizer que é o Doutor, porque é :D




Dia 12 - Um personagem de série que você odeia:
Poxa, "odiar" algo fictício é uma perda tão grande de tempo e energia. Mas eu nunca gostei da Ygritte, de Game of Thrones (já desde os livros), e não via a hora dela morrer logo. Guria irritante. Mas isso não é ódio, haha.

Dia 13 - O personagem de série que mais se parece com você:
Gostaria de poder me identificar com outras personagens, mas são todas obviamente excelentes em alguma coisa que eu não sei nem entender direito. Mas vou chutar o balde e dizer que eu pareço a Myka Bering, de Warehouse 13, porque ela tem uma postura toda séria e durona (apesar de SER mesmo durona), mas é uma criança grande e atrapalhada que passa todo seu tempo livre enfiada em livros (o que ajuda muito no trabalho), e que traz sensatez às empolgações do parceiro Pete Lattimer. E é amiga e defensora de H.G. Wells (que, aqui, é mulher), e como não seria, sendo a grande nerd literária que é? Só queria ter a memória fotográfica dela. ;(



Dia 14 - Uma série da qual você gostaria de participar:
Doctor Who. As pessoas que acompanham o Doutor não precisam ser perfeitas e excelentes em tudo (nem mesmo o Doutor é) e, mesmo que eu quase fosse morrer em todos os episódios, tudo daria certo no final... ou eu ficaria presa num Universo paralelo, mas ficaria bem lá, também.

Dia 15 - Uma série que deixou saudade:
O consenso geral é Firefly, com o que concordo. O filme, Serenity, aplacou um pouco as ansiedades, mas todos precisamos de mais!

Dia 16 - Uma série da qual você viu todos os episódios:
Muitas! Pra não ser repetitiva, How I Met Your Mother (em tempo recorde, até).

Dia 17 - A série mais sem graça:
Não sei dizer; geralmente assisto a uns 3 episódios até decidir se vou continuar ou não, e até agora não desisti de nenhuma.

Dia 18 - Uma série que daria um bom filme:
Fringe, por favor, façam um filme de Fringe, façam!

Dia 19 - Melhor abertura de série:
Game of Thrones, disparado. Os detalhes de Westeros são fantásticos!

Dia 20 - A série que você não aguenta mais ver:
Under The Dome. Ao zoarem completamente a história e os personagens, não faço ideia de onde aquilo vai parar, e não sei até onde a curiosidade vai aguentar a bizarrice completa que aquilo virou.

Dia 21 - Uma série que todo mundo curte, menos você:
Friends. CALMA, é que eu só assisti uns pedaços de episódios isolados e não tive aquela motivação pra começar a acompanhá-la com carinho.

Dia 22 - Uma série que ninguém curte, mas você, sim:
The Strain. Tô indicando há tempos (desde os livros) e até agora nenhum amigo meu assiste. Ímpios. 



Dia 23 - Uma série que ninguém imagina que você curta:
Pff, eu ainda surpreendo alguém? Tudo que eu curto é bem óbvio - e coloco tudo aqui, então todo mundo sabe.

Dia 24 - O personagem de série mais engraçado:
Phil Dunphy, de Modern Family. Até quieto ele é engraçado, não aguento, hahah



Dia 25 - Uma série que lembra sua família:
Star Trek: Deep Space Nine, que é a única que meu pai acompanha com a gente e com interesse (ele assiste quase todas as outras, também, mas não sei se acompanha). Sabe o nome de todos os personagens, até tem favorito!

Dia 26 - Uma série que você não entende:
Já assisti e ainda assisto a muita coisa complicada, mas, com um pouquinho de boa vontade, se entende tudo...

Dia 27 - O personagem de série que você gostaria de ser:
Felicity Smoak, de Arrow, como não?! Apesar de não ser uma beldade absurda e nem delicadinha (ela é completamente socially awkward, solta as piores frases, e com ISSO eu me identifico), a mulher é um gênio, é indispensável, todo mundo gosta dela, e tem três super-heróis na cola!




Dia 28 - Um personagem de série que lembra alguém:
Fox Mulder, de Arquivo X, lembra minha mãe. Qualquer um em Arquivo X lembra minha mãe; mas ele, especialmente, porque ela tem o cartaz do "I WANT TO BELIEVE" na porta do quarto...

Dia 29 - Uma série clássica:
Ah, já mencionei algumas... Perdidos no Espaço.

Dia 30 - Uma série que você nunca assistiu:
Breaking Bad, me julguem. Talvez eu veja, qualquer dia desses.

Dia 31 - Um diálogo ou frase de série que você sabe de cor:
Doctor Who [2x13]: Doomsday

Cyber Leader: Daleks, atenção. Vocês declararam guerra aos Cybermen.
Dalek Sec: Isso não é guerra - é controle de praga.
Cyber Leader: Nós temos 5 milhões de Cybermen. Quantos vocês são?
Dalek Sec: Quatro.
Cyber Leader: Vocês destruiriam os Cybermen com quatro Daleks?
Dalek Sec: Nós destruiríamos os Cybermen com um Dalek! Vocês só são superiores em um aspecto.
Cyber Leader: Qual?
Dalek Sec: Vocês morrem melhor.

Dia 32 - Uma série que foi cancelada, e você gostava muito:
Alcatraz. E pior que acabou, assim, sem esclarecer nada :(

Dia 33 - A série com a melhor trilha sonora:
Cold Case. Ai, que saudade.

Dia 34 - A série com o melhor figurino:
Um Maluco no Pedaço - porque nada jamais superará Will Smith nos anos 1990.



Dia 35 - Sua série preferida na infância:
Se contar, Os Simpsons. Minha mãe gravava pra eu poder assistir no dia seguinte, porque passava muito tarde.


Dia 36 - Um "vilão" de série para quem você torce:
Alice Morgan, de Luther. Minha primeira planta carnívora foi batizada em homenagem a ela!



Dia 37 - Uma série que você gostaria que fosse cancelada:
Não. Sempre tem alguém no mundo que gosta de assistir o que tá passando, quer eu queira ou não.

Dia 38 - Melhor episódio de série:
Pergunta impossível.  Fui procurar listas pelo Google e vi que muitos colocam Blink, de Doctor Who, nela. É um baita episódio, mesmo - no mínimo, o mais assustador de todos.



Dia 39 - Um episódio de série com um ator famoso:
A Charlize Theron participou de vários episódios na terceira temporada de Arrested Development - como a lindíssima e lentíssima Rita.



Dia 40 - Sua série favorita atualmente:
Provavelmente Arrow. Não sei. 

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Poxa, ainda tinha tanta série pra mencionar!

Não Ria de Mim

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Eu sou o garoto de óculos, aquele que chamam de CDF
A garotinha que nunca sorri porque usa aparelho nos dentes
E eu sei bem como é chorar até dormir.

Eu sou aquela criança no parquinho que é sempre escolhida por último
Sou aquele mais lento que os outros da classe
Você não tem que ser meu amigo
Mas seria muito pedir?

Não ria de mim,
Não me dê apelidos
Não se divirta às minhas custas
Aos olhos de Deus somos todos iguais
Um dia, todos teremos asas perfeitas
Não ria de mim.

Eu sou o mendigo na esquina, você passou por mim na rua
Eu não estaria aqui pedindo se tivesse o que comer
Não pense que não reparei como nossos olhares nunca se cruzam

Eu nasci um pouco diferente, mas sonho aqui da minha cadeira
Finjo que não machuca quando as pessoas apontam e encaram
Existe uma maneira simples de me mostrar
O quanto você se importa

Não ria de mim,
Não me dê apelidos
Não se divirta às minhas custas
Aos olhos de Deus somos todos iguais
Um dia, todos teremos asas perfeitas
Não ria de mim.

Eu sou gordo
Sou magro
Sou baixinho
Sou alto
Sou surdo
Sou cego
Ei, não somos todos?

Don't Laugh At Me
Mark Wills
Wish You Were Here (1998)


Esta canção anti-bullying foi composta por Allen Shamblin e Steve Seskin, e gravada pelo cantor country Mark Wills no mesmo ano. Ficou em segundo lugar nas paradas do gênero na Billboard. Um dos compositores disse que se inspirou em sua própria filha, que sofria bullying na escola. Conheci a música através da versão gravada por Peter, Paul and Mary no ano seguinte. A letra tem leves alterações (com versos a mais, englobando outros estereótipos vítimas de preconceito), e fez tanto sucesso de público e entre professores e pais que escreviam aos artistas para agradecer, que Peter Yarrow acabou fundando a Operation Respect, organização que promove programas de tolerância na educação. Em conjunto, lançaram um livro infantil baseado na música, cujas páginas vocês veem no vídeo, e parte das vendas vai à organização.

Meus 12 malvados favoritos

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Tudo bem torcer pelo vilão. Às vezes, o vilão é só um cara que precisa de um abraço.



Norman Bates

interpretado por Anthony Perkins em cena de Psicose (1960)


Onde apavorou: No livro Psicose, bem como no filme e suas continuações. Agora na série Bates Motel.

A verdade é que não consigo considerar Bates como vilão, só porque ele tem um probleminha com a segunda identidade dele - que acontece de ser a mãe morta dele e bastante psicopata. Fora isso, ele é um rapaz educado, tímido e fofo, uma gracinha completa. Ele só precisava de uma infância melhor, uma mãe mais normal, e alguém que não saísse correndo pela visão de um cara de vestido, peruca e uma faquinha.


Hannibal Lecter

interpretado por Anthony Hopkins em cena de O Silêncio dos Inocentes (1991)

Onde apavorou: Nos livros e filmes Dragão Vermelho, O Silêncio dos Inocentes, Hannibal e Hannibal: A Origem do Mal. Agora apavora na série Hannibal.

O serial killer canibal mais amado da literatura e do cinema. Um homem culto, elegante, de um bom-gosto refinado e uma inteligência e perspicácia fora do normal - qualidades que enganaram várias vítimas e abalaram até as altas muralhas da agente federal Clarice Starling. Pode ficar com o meu fígado!


Cersei Lannister

interpretada por Lena Headey na série Game of Thrones (2011)


Onde apavorou: Ainda apavora nos livros que compõem As Crônicas de Gelo e Fogo e na série Game of Thrones.

Não dá pra sacar muito bem quem é vilão e quem é mocinho nessa história sangrenta dos Sete Reinos, mas há de se concordar que a família Lannister precisa se esforçar mais um pouco pra ser querida pelas demais. Enquanto seu filho Joffrey é apenas um psicopata júnior irritante, seu pai Tywin um político inescrupuloso difícil de amar, e seu gêmeo Jamie um cara que, afinal, não é tão mau quanto gosta de tentar provar para a irmã, Cersei é a verdadeira mente maligna da família. Ela é cheia de rancor, maldade e amores descontrolados, e um sarcasmo que nos faz amar odiá-la. Vida longa à rainha!


Khan Noonien Singh

interpretado por Ricardo Montalbán em cena de Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982)


Onde apavorou: em um episódio da série original de Star Trek (Space Seed), e nos filmes Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan e Além da Escuridão: Star Trek.

Star Trek é recheado de vilões: klingons, romulanos, borgs, cardassianos, jem'hadares, vortas, metamorfos e o que mais quiserem acrescentar à lista. Entretanto, o vilão de maior impacto em todo o universo Star Trek foi justamente um humano - um modificado geneticamente para ser um dos maiores líderes das Guerras Eugênicas (nos "futuros" anos 1990): fortíssimo, sagaz e implacável. Mesmo assim, Khan foi derrotado, preso e deportado em estase a bordo de uma nave-prisão que foi encontrada no século 23, quando acabou sendo acordado pela tripulação do Capitão Kirk, que nada sabia sobre o estranho até que fosse tarde demais. No filme mais recente da franquia Star Trek, Khan foi interpretado por Benedict Cumberbatch e ganhou uma história diferente, o que não diminuiu sua vilania. KHAAAAAAAAAAAAAAAN!


Gul Dukat

interpretado por Marc Alaimo em Star Trek: Deep Space Nine (1993)


Onde apavorou: Recorrentemente em Star Trek: Deep Space Nine.

Cardassianos não são flor que se cheire, mas Dukat, com o charme e as falsas boas intenções, até nos fez querer cheirar os cardassianos um pouquinho. Considerado o melhor vilão da história de Star Trek e o personagem mais bem desenvolvido das séries, Dukat foi elevado à posição de Gul (Capitão) pelas horríveis contribuições na ocupação de Bajor, quando o povo de lá foi escravizado por Cardássia. Mesmo após a libertação do planeta, a rixa entre os dois povos continua, e Dukat aproveita-se de sua posição e influência para outros maus intentos, especialmente na terrível Guerra do Dominion, quando aliou-se aos inimigos da Federação. Mesmo sabendo o quanto o bicho é ruim e traiçoeiro, adoro quando ele aparece!


Loki

interpretado por Tom Hiddleston em foto promocional para o filme Thor: O Mundo Sombrio (2013)


Onde apavorou: Nas HQs e nos filmes do Thor e dos Vingadores.

Grande parte da popularidade do vilão se dá à sua sensacional interpretação no cinema, misturando poder, loucura, classe e certo senso de humor. Na mitologia da Marvel, Loki é meio-irmão de Thor, de uma raça diferente e inimiga, adotado por Odin após uma guerra. Loki aspira ao trono e não vê problemas em assassinar toda a família que o acolheu, se necessário, usando de ilusão e traição. Na mitologia nórdica, Loki não tem relação de parentesco com Odin ou Thor, e é um deus bastante bizarro. E, nas HQs, Loki é conhecido por ser muito, muito feio...


Mística

Não faço ideia de quem seja o artista :(


Onde apavorou: Apavora e deixa de apavorar e volta a apavorar nas HQs, desenhos e filmes dos X-Men.

A Mística dos filmes (especialmente dos três primeiros) é bem durona, mas ainda não se compara à dos quadrinhos. Raven Darkhölme não sabe bem que carreira seguir na vida, pelo menos no que diz respeito aos X-Men. Com seu poder mutante de assumir a forma (e voz e até as roupas!) de quem quiser, ela às vezes incomoda e outras vezes ajuda. Sua idade é desconhecida, mas a capacidade de metamorfose a ajuda a controlar as próprias células para que pareça sempre jovem; porém, estima-se que ela já tenha mais de um século. Suas habilidades são muitas: além de também ter visão noturna, agilidade e força imbatíveis, Mística reorganizou todos os seus órgãos vitais em lugares diferentes, para que não seja mortalmente ferida em tiroteios. É também imune a venenos, consegue regenerar membros perdidos, e manipula o próprio cérebro para que sua mente não seja lida. Pra fechar a perfeição, a mulher também é perita em armas, artes marciais, fluente em 14 línguas, e muito, muito mais. Podia usar tudo isso para o bem, mas ela prefere ser terrorista. Ok, a gente entende. Afinal, como odiar a mãe do Noturno?


Negan

retirado da edição 112 de The Walking Dead

Onde apavorou: Por enquanto, apenas nas HQs de The Walking Dead (a partir da edição 100).

O Governador sempre teve um lugar no meu coração - especialmente o das HQs, que era completamente insano e muito mais difícil de matar do que o charmoso que colocaram na série. Mas aí apareceu o Negan, que é cem vezes mais insano e não tá absolutamente nem aí pra nada; solta 30 palavrões numa frase de dez palavras e faz a gente rir até nas situações mais violentas. Apesar de ter sido responsável pela morte de um dos personagens originais e principais do elenco, ele com a sua Lucille são diversão total quando aparecem. Ele está em uma situação interessante, agora, e prevejo uma reviravolta à sua altura. Espero!


Alice Morgan

interpretada por Ruth Wilson em foto promocional para a série Luther (2010)


Onde apavorou: Na série Luther.

Considerada genial desde criança, completou seu PhD em Astrofísica aos 18 anos e vinha trabalhando como pesquisadora em Oxford - até perceber como a vida humana era ridícula e insignificante, e assassinou os próprios pais só porque sim. Luther é o detetive que cuidou do caso, e se vê tão confuso pela mentalidade da mulher que eles acabam fazendo uma amizade meio esquisita. Bom, seria conveniente ter uma amiga como Alice Morgan, e John Luther bem que percebeu essa vantagem... (uma das minhas plantas carnívoras foi batizada por causa dela!)


Crowley

interpretado por Mark Sheppard em cena de Supernatural (2005)


Onde apavorou: A partir da 5ª temporada de Supernatural.

Fiz uma pesquisa extensa sobre o assunto e concluí que não há maneira de não se amar o Crowley. Uma alma humana transformada em demônio, que começou na hierarquia do Inferno como um simples demônio de encruzilhada, mas ambicioso o suficiente para querer para si o trono de Rei do Inferno; Crowley já é inimigo ferrenho dos Winchester há tanto tempo que uma certa afeição fraternal começou a crescer entre eles - chegando até ao ponto de se ajudarem vez ou outra com assuntos de interesse comum. De qualquer forma, demônios serão demônios, e não se deixe enganar pela elegância e sotaque escocês: Crowley cumpre bastante bem seu papel maldoso e traiçoeiro, mesmo quando lhe dá apelidos carinhosos.


Lúcifer

interpretado por Mark Pellegrino em cena de Supernatural (2005)


Onde apavorou: Nesse caso, só em algumas temporadas de Supernatural.

Ok, Supernatural tem um monte de vilões. Os caras lidam com monstros e demônios (e anjos!) o tempo inteiro, afinal. Mas... Nada superará Lúcifer. Não apenas por ser o vilão dos vilões em muitos aspectos da humanidade, mas por ter sido brilhantemente interpretado nessa série. Até faz a gente não se sentir horrível por dizer que adora Lúcifer! Todos sentimos sua falta e queremos que escape do Inferno mais uma vez só pra nos agraciar mais um tempo pentelhando o Sam. Por favor!


Conde Olaf

interpretado por Jim Carrey em foto promocional para o filme Desventuras em Série (2004)


Onde apavorou: Nos livros e no filme das Desventuras em Série

Embora o filme só tenha abrangido os três primeiros livros da série, o Conde Olaf teve mais um monte de oportunidades de usar seus disfarces terríveis para destruir mais um pouco das vidas dos irmãos Baudelaire nos outros livros. Há de se admirar a persistência, dedicação e criatividade desse vilão que nunca desistiu de seus objetivos, mesmo quando tudo sempre acabava dando errado! Chegamos ao ponto de nos apegar e sentir pena do homem. 


Ainda existem outros que também gosto muito: Bane, de O Cavaleiro das Trevas Ressurge; os Weeping Angels de Doctor Who; Malcolm Merlyn, de Arrow; Hans Landa, de Bastardos Inglórios; Macha Negra, das HQs do Mickey; mais um monte de vilões de HQs; e, lógico, Darth Vader, de Star Wars!

Essa lista talvez não abrigue os melhores vilões de todos os tempos, mas são os meus favoritos mesmo assim (e com certeza acabei esquecendo alguns). Quais são os de vocês? Por quê?

Outras dicas de filmes para assistir na Netflix

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O catálogo mudou, então vamos lá ver recomendações novas! Alguns destes eu assisti até antes de entrarem para o catálogo. Gostei muito de todos esses que vou indicar, então espero que outras pessoas gostem deles também. Vou tentar fugir das indicações óbvias:


► CLIQUE NAS IMAGENS PARA ASSISTIR AOS FILMES ◄

AÇÃO / AVENTURA

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=60029159&trkid=1464504

Baseado nos quadrinhos de Alan Moore - e bastante criticado pelos fãs por "não ser tão bom quanto" -, esse filme aquece os corações de todo fanático por literatura clássica e uma dose de steampunk. Afinal, para quem não está familiarizado com a coisa toda, nossos heróis são famosos personagens da literatura: Mina Harker (de Drácula), Dorian Gray (sabem, o do retrato), Henry Jekyll/Edward Hyde (vulgos "O Médico e o Monstro"), Capitão Nemo (das 20 Mil Léguas Submarinas), Tom Sawyer, O Homem Invisível (da obra de H.G. Wells), e Allan Quatermain (das Minas do Rei Salomão). O vilão também é um personagem bem famoso, mas não vou dizer quem é porque faz parte do suspense do filme. ;)


CLÁSSICO

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=562050&trkid=1464504

O tipo do filme que todo mundo já ouviu falar, mas, na verdade, muita gente ainda não assistiu - um erro, digo eu, porque ele é bem divertido. É até engraçado vê-lo classificado como "clássico", já que foi um filme muito presente na minha infância (não é engraçado, na verdade, é deprimente); a criança dos anos 1980 que nunca quis ter um Mogwai definitivamente não foi uma criança normal. O filme é meio assustador, na verdade, então sugiro cautela aos pais desavisados, haha.


COMÉDIA

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=60001070&trkid=1464504

O indiquei anteriormente naquele desafio dos 100 filmes, mas ressalto a indicação aqui. Ele é baseado no jogo clássico de tabuleiro Detetive, e é superlegal ver como a mansão do filme é idêntica à do tabuleiro. O filme tem três finais alternativos, e ouvi dizer que apenas um deles era exibido nos cinemas, aleatoriamente - assim não havia risco de spoilers. Muito divertido!


DRAMA

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=70023961&trkid=1464504

O assisti recentemente por indicação, achei fantástico e passo a recomendação adiante. É uma narrativa bastante realista de como o preconceito racial - pela raça que for - está impresso na nossa sociedade (no caso, na sociedade americana, que é bem conhecida pela segregação), mostrando como toda vítima também tem sua parcela de opressora. Ao mesmo tempo, nos mostra que nem todo comportamento racista tem a ver com maldade intrínseca de um ser humano. Bastante interessante e excelente para refletir.


FICÇÃO / FANTASIA

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=70171581&trkid=1464504

Daqueles filmes que me deixam obcecada por um tempinho depois de terminar de assistir. O roteiro é bem interessante e cheio de reviravoltas, e a fotografia é muito legal. Eu não sou muito de filmes com elenco infantil, mas esses guris arrasaram.


SUSPENSE

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=70077541&trkid=1464504

Vi esse há um bom tempo e me lembro de tê-lo achado surpreendente. Esse grupo de patologistas têm realmente tendências patológicas, pois se desafiam a cometer um assassinato impossível de ser desvendado por qualquer patologista. Só que a coisa obviamente foge de controle e as mortes não param. Quem será o psicopata master?


TERROR

http://www.netflix.com/WiPlayer?movieid=22003216&trkid=1464504

Assisti esse pela primeira há um tempão - na casa de uma colega de escola, e depois assisti mais algumas vezes. Acho que todo mundo já o assistiu, mas o recomendo por falta de filme melhor/menos óbvio pra recomendar a partir do que tem no catálogo agora (esses filmes de terror andam tão meh...). Lembro dele como assustador o suficiente pra levar uns sustos bons, de qualquer maneira. E talvez seja a única oportunidade de vocês verem Owen Wilson em um filme de terror.


A Netflix tem a opção de formar uma lista de espera onde você pode adicionar os filmes que desejar ver outro dia - é só clicar em "+ Minha lista". Lembro a todos que alguns filmes não ficam muito tempo no catálogo, então procurem não demorar muito para assistir o que colocarem lá! Bom fim de semana!

Os Homens-morcego do Brasil (sem relação com o Batman, infelizmente)

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(e é desse Brasil, mesmo, não do outro)

Imaginem vocês uma tribo indígena tipicamente brasileira. Pronto? Agora, acrescente a essas pessoas um par natural de asas de morcego. Interessante. Agora imagine essas pessoas voando, à noite, como morcegos de verdade. Lindo! Por fim, imagine essas pessoas com asas de morcego e voando à noite como morcegos, portando machados com a única intenção de degolar pessoas e animais passeando desavisados pela madrugada. Não tão legal.

É difícil encontrar mais sobre essa história indígena, mas o que pouco que consegui ler a respeito dá as mesmas informações: os Kupe-dyeb (às vezes chamados de cupendipe) são uma lenda da tribo dos apinajés (ou Apinayés), que habitam a região entre Goiás e Tocantins. Tais criaturas seriam uma tribo indígena própria, que habitaria as cavernas da Montanha do Morcego, próxima ao rio Araguaia, e essas cavernas seriam entradas para uma cidade subterrânea. Segundo relatos do explorador e naturalista norte-americano Carl Huni, os cupendipe teriam pele escura, pequeno porte mas grande força física, e excelente olfato. O relato também diz que, às vezes, eles deixariam pessoas entrarem em suas cavernas, mas estas jamais saíam de lá.



Esta é a imagem que está sendo usada para ilustrar os Kupe-dyeb em websites, o que é errôneo. Esta imagem retrata um boato conhecido por "Great Moon Hoax", a respeito de um povo que, supostamente, habita a nossa lua. Não existem imagens retratando os cupendipe, ficando nós, portanto, com as nossas imaginações.



Por causa da matança promovida todas as noites pelos Kupe-dyeb e seus machados, certa vez os homens da tribo apinajé resolveram cercar as entradas das cavernas e exterminar aquela tribo. Os cupendipe, entretanto, conseguiram fugir: voaram para o Sul e nunca mais foram vistos. Do ataque, os índios apinajé recolheram vários dos machados e adornos deles, e um menino cupendipe que havia ficado para trás. Tentaram criá-lo em sua tribo, mas o menino se recusava a comer o que eles comiam, e só conseguia dormir pendurado de cabeça para baixo. Uma vez o encontraram deitado no chão cantando uma canção de sua tribo, com as mãos no pescoço, e disse que era assim que sua tribo dançava. Acabou morrendo de tristeza pouco tempo depois, e até hoje os índios apinajé cantam a canção dos Kupe-dyeb em sua memória.

Como toda lenda (lenda?) do mundo, a história dos Kupe-dyeb dá margem a várias "teorias da conspiração": aliens? Civilização pré-diluviana? Povo atlante? Associam inclusive o desaparecimento da família de um explorador a essas criaturas. Onde elas estão agora? Por que não há outros relatos sobre os homens-morcego?

Alguém arrisca vir aqui ao Centro-Oeste investigar? ;)

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Fontes: Dicionário do Mundo Misterioso, de Gilberto Schroereder (Record: Nova Era, 2002) | Te Pito O Te Henua

Sugestões de Leitura de 2015: Janeiro - Fevereiro

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Uhu! Começamos novamente as postagens que mais gosto de fazer!

É até simples preparar os relatórios bimestrais de leitura: assim que termino de ler um livro já venho escrever a resenha aqui e salvo o rascunho, então me lembro melhor de tudo o que gostaria de dizer sobre ele.

Separo bimestralmente porque dá pra juntar uma quantidade boa de livros em uma postagem só - se for fazer uma postagem pra cada um, ou mensalmente, aí o blog vira depósito de resenha e mal terei espaço para as outras postagens -, e assim as dicas também não ficam tão atrasadas, como acabavam ficando nas postagens anuais. Acham que funciona assim, ou têm alguma maneira melhor em mente? Estou aberta a sugestões!

Vamos às primeiras leituras do ano:

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O Mistério de Edwin Drood
Charles Dickens - Lachâtre - 2001 (1873) - 536p.

Edwin ganha seu nome na capa, mas a história mesmo gira em torno do maestro John Jasper, tio dele - um homem aparentemente correto e um verdadeiro cavalheiro, mas que esconde alguma perturbação por trás do seu vício em ópio. Edwin Drood desaparece misteriosamente após, em acordo com sua amada Rosa Bud, desmanchar o noivado ao qual os dois eram prometidos desde a infância. No decorrer do ano seguinte, todos já acreditavam que Edwin estava morto... Nesse ínterim, vários personagens interessantes nos são apresentados, e toda a aura de mistério vai se definindo e, por vezes, nos confundindo mais. O Mistério de Edwin Drood foi o último romance de Charles Dickens; e inacabado, pois o autor faleceu subitamente em 1870, antes de finalizá-lo. Naquela época, as obras eram lançadas em partes, e os leitores que acompanhavam esse precursor da literatura policial ficaram desapontados por não poderem conhecer o desfecho do caso de Edwin Drood. Entretanto... Dois anos após o falecimento de Dickens, um mecânico simplório dos EUA disse estar recebendo "mensagens psíquicas" do falecido autor o incumbindo de terminar a história. Considerado um médium, Thomas James levou seis meses para psicografar a segunda metade (os últimos 6 fascículos dos 12 que Dickens havia planejado), sofrendo perseguições de vizinhos que achavam que ele recebia "visitas demoníacas". Como nenhuma editora levou seu trabalho a sério, ainda mais no que se referia à conclusão da obra de autor britânico consagrado, Thomas publicou o livro de seu próprio bolso, tendo conseguido imprimir entre 100 e 300 cópias, se tanto. Essa versão brasileira foi considerada lançamento da obra completa por aqui, e foi traduzida e publicada por uma editora espírita (com os fundos da tradução doados a instituições sociais sem fins lucrativos). Como a versão terminada pelo médium não foi considerada digna de respeito ou de publicação oficial, a história completa para tradução foi dificílima de conseguir, tendo o tradutor que viajar à Inglaterra e negociar pessoalmente com os responsáveis pelo legado de Dickens por uma cópia original. Apesar do ceticismo de vários estudiosos da obra de Dickens, houve também os defensores da continuação psicografada, sendo o mais famoso Arthur Conan Doyle, autor de Sherlock Holmes. Estes defendem que seria impossível para uma pessoa simplória como Thomas James, alfabetizado mas de educação primária, ter concluído uma obra de Dickens mantendo o mesmo estilo do autor (ele sequer havia lido a primeira metade do livro e, segundo o jornalista que o entrevistou na época, nem ao menos gostava de ler. Thomas também não queria que seu nome fosse publicado). Outro ponto a favor é que a história foi concluída com dicas que o próprio Dickens já havia revelado ao seu ilustrador oficial, e que este jamais havia contado a ninguém (e, mesmo que tivesse, seria improvável que essas informações tenham parado nos ouvidos de um americano caipira). Já os céticos afirmam que o desfecho segue um padrão "americanizado demais" e "pobre e clichê". Outros dizem que a história já devia estar terminada, e sua publicação póstuma não passou de um golpe de publicidade, já que se tratava da primeira história suspense policial de Dickens. Independente de quem tenha terminado a história, o final pode não ter sido o mais original, mas foi realmente comovente. A quem quiser ler o livro, alerto quanto à dificuldade de levar uma obra de Dickens até o final, já que o estilo dele é conhecidamente cansativo, mas não deixem que isso os impeça. Acima de tudo, alerto quanto a algumas liberdades absurdas tomadas pelo tradutor: o homem soltou spoilers nas notas de rodapé em pelo menos três ocasiões, o que considero imperdoável em um livro de mistério (por mais que o livro seja antigo, é como ele mesmo disse: se trata de um lançamento por aqui. Provavelmente, pouca gente era familiar com a história)! Mais uma observação: quem assiste Doctor Who provavelmente se lembra do terceiro episódio da primeira temporada, The Unquiet Dead, onde o 9º Doutor e Rose voltam à era vitoriana e conhecem Charles Dickens, que, ao final, se disse inspirado pelas "criaturas fantasmagóricas" da aventura para concluir sua obra - essa obra.





















Dragão Vermelho
Thomas Harris - BestBolso - 2013 (1981) - 381p.
Hannibal
Thomas Harris - BestBolso - 2013 (1999) - 445p.
Hannibal: A Origem do Mal
Thomas Harris - BestBolso - 2014 (2006) - 255p.

Os fantásticos livros que trouxeram Hannibal Lecter ao mundo. Acabei acompanhando um pouco fora de ordem, já que li O Silêncio dos Inocentes antes, sem saber que ele era o segundo livro com o nosso canibal favorito. Em Dragão Vermelho, o detetive Will Graham precisa voltar à ativa para ajudar a desvendar o padrão de um serial killer que vem matando brutalmente famílias sem relação clara entre elas. Embora tenha sido o policial que desmascarou e prendeu o genial doutor Hannibal Lecter - quase pagando com a vida, Graham terá de contar com a ajuda dele, agora, para pegar este psicopata. Já em Hannibal, que se passa sete anos após os eventos de O Silêncio dos Inocentes, Clarice Starling está com a carreira por um fio. Sua única chance de redenção é conseguir capturar o Dr. Lecter, foragido e aprontando pelo mundo. A agente Starling, entretanto, não é a única atrás dele - uma das vítimas sobreviventes do bom doutor, milionário e influente, está louca por vingança. Portanto, agora o caçador virou caça, e a caçada vai dar um trabalhão. Um dos pontos interessantes a respeito dos livros é quando o autor explica, em nota, como chegou ao personagem Hannibal, que não foi criado para ser protagonista, mas como o "personagem que saberia de tudo" e ajudaria os mocinhos quando estes estivessem perdidos em suas investigações. Mas o Dr. Lecter ganhou a simpatia de tantos leitores que Thomas Harris acabou escrevendo os livros seguintes dando mais destaque a ele; até finalmente escrever A Origem do Mal, que é totalmente sobre o personagem, desde a infância e a morte trágica da família na Lituânia em plena Segunda Guerra, passando pelos seus traumas, chegando ao seu primeiro assassinato, e acompanhando sua jornada por vingança. E, mais uma vez, destaco a maestria do autor ao descrever com tantos detalhes a condução de uma investigação de homicídio, desde a perícia forense às autópsias e procedimentos padrão. Uma aula fantástica de criminologia.



O Cavaleiro dos Sete Reinos
George R.R. Martin - Leya - 2014 (1998, 2003, 2010) - 416p.

Como já está explícito na capa, os três contos que compõem este livro são ambientados quase um século antes dos eventos d'As Crônicas de Gelo e Fogo. Os personagens principais destas aventuras são o cavaleiro andante Dunk e seu escudeiro Egg. As histórias são bem mais simples do que a trama complicada da Guerra dos Tronos, mas menciona personagens e lugares bastante conhecidos dos leitores (Baelor ); e também são inesperadamente divertidas. Dunk é um jovem um tanto simplório, mas justo e de bom coração, e Egg é um garoto ousado, destemido, e bem mais do que aparenta ser. O primeiro conto coloca nossos personagens em um torneio de cavaleiros, onde Dunk precisa se provar digno de ser chamado de Sor, mas acaba recebendo mais atenção do que seria bom para seu próprio bem. O próximo conto se passa cerca de um ano depois, quando ambos estão servindo a um senhor cavaleiro em uma missão delicada com a senhora das terras vizinhas. E, no último dos três contos, ambos terão papel importante na conspiração para tirar a família Targaryen do poder dos Sete Reinos. A velha regra de não se apegar aos personagens de Martin ainda vale para este livro - estão avisados.




O Dragão de Gelo
George R.R. Martin - Leya - 2014 (1980) - 128p.

Me lembro quando recebi um e-mail avisando sobre a pré-venda do livro. Dizia, em suma, que esta era "uma história infantil do autor de As Crônicas de Gelo e Fogo", e eu não consegui evitar sentir uma completa perplexidade sobre isso. Quer dizer - por favor, estamos falando de George R.R. Martin, o cara que mata cavalos e transforma cada cena numa desculpa para um pequeno incesto aqui ou uma orgiazinha ali. De qualquer forma, O Dragão de Gelo tem todo o jeito de um conto infantil clássico. Apesar de não se passar em Westeros e não ter nada a ver com a série que deixou o autor famoso, a história se passa em uma terra habitada por dragões (obviamente) e outros animais fantásticos, e tudo isso compõe o cenário da vida de Adara, a fria garota filha do gelo do inverno, que todos os anos espera ansiosamente pela chegada da estação para que possa estar com o Dragão de Gelo, seu único amigo.  É em sua companhia que Adara se sente à vontade, no frio; mas, agora, com a guerra entre reinos inimigos, a vida dos dois corre perigo. Apesar de ser uma história infantil, Martin continua matando muita gente (e cavalos...) e fazendo a gente se arrepender de ousar se apegar a alguém. Entretanto, é uma bonita narrativa sobre a força da amizade.



Coraline
Neil Gaiman - Rocco - 2003 (2002) - 155p.

A primeira colaboração entre Gaiman e o ilustrador Dave McKean voltada para o público mais jovem, Coraline tem toda aquela atmosfera fantástica e assustadora característica da dupla. O filme, que veio depois, fez bastante sucesso - mas, pra quem ainda não conhece a história, resumo: Coraline muda-se com a família para uma casa nova, que dividem com duas velhinhas desligadas e um senhor meio maluco que diz ter um circo de ratos. A garota passa muito tempo sozinha, explorando as redondezas, pois seus pais trabalham em casa e não têm tempo para ela. Dentro da sala de visitas em que ela normalmente não pode entrar, Coraline descobre que a porta que, aparentemente, não dá em lugar nenhum na verdade dá no mesmo lugar, só que um mesmo-lugar ao contrário. E é lá que as coisas fantásticas e assustadoras acontecem - é como se fosse uma Nárnia do outro lado do espelho de Alice, mas onde tudo é distorcido e terrível. Do outro lado, Coraline precisa resolver uma questão de vida e morte, mas, felizmente, conta com a ajuda de alguns estranhos aliados. Um pouco mais infantil do que O Livro do Cemitério, mas tão soturno quanto.


O Sangue do Olimpo
Rick Riordan - Intrínseca - 2014 - 432p.

Quinto e último volume da série Heróis do Olimpo, que serviu de continuação à série Percy Jackson e os Olimpianos ao mesmo tempo em que apresentou novos personagens e misturou elementos da mitologia romana à mitologia grega. Não me canso de recomendar a série a todos os interessados em mitologia, pois é muito divertida e nos ensina bastante! O Sangue do Olimpo marca a conclusão da luta contra o despertar de Gaia e da rivalidade entre os acampamentos grego e romano, e desenvolvimentos interessantes de alguns dos personagens (quando a gente imaginou que ia gostar tanto de Nico DiAngelo?). Por ser o último volume, achei que ia ter mais choro e ranger de dentes, mas foi um final até razoavelmente feliz. E não sei se Riordan deixou ganchos de propósito - como adora fazer - pra, talvez, continuar em outra oportunidade, mas ainda ficou coisa sem resolver. A última página já anuncia a próxima série do autor - Magnus Chase e os Deuses de Asgard -, que vai englobar outra mitologia; mas não posso deixar de notar que Chase é o mesmo sobrenome de Annabeth... Veremos!




Doctor Who: 12 Doutores, 12 Histórias
V.A. - Rocco - 2014 (2013-4) - 478p.

12 dos mais renomados e premiados autores britânicos foram convidados a escrever um conto cada um sobre cada uma das doze encarnações do nosso viajante do tempo favorito, e o resultado foi essa coletânea divertidíssima de 12 contos originais. Neles, o Doutor e seus companheiros participam de mais aventuras pelo tempo e pelo espaço, enfrentando novos perigos ou velhos conhecidos. Todos os contos são muito bacanas, mas meus favoritos foram o do 5º Doutor, "Na Ponta da Língua"; do 8º, "Esporo"; do 9º, "A Besta da Babilônia" (especialmente pela companheira superdiferente e pelo momento da série em que se passa - completamente original!) e do 10º, "O Mistério da Cabana Assombrada", que é hilário! A história de Gaiman com o 11º Doutor é assustadora, claro; e o conto com o último Doutor é bastante triste. Uma coisa bacana a respeito da coletânea é que atiça a curiosidade dos fãs mais recentes a respeito da série clássica (do oitavo Doutor pra trás), que podem ver como o personagem sempre foi divertido, cada encarnação à sua maneira, e como cada companheira foi especial.




E-book:

O Estranho Caso de Benjamin Button
F. Scott Fitzgerald - Editorial Presença - 2009 (1922) - 64p.

Então: ganhei um Kindle de presente de aniversário adiantado da minha mãe. Como tenho pouquíssimos livros físicos na minha lista de espera (isso foi uma ironia), ter um leitor de livros digitais me coloca um pouco de pressão a respeito do que ainda tenho pra ler na vida. Entretanto, ele está me sendo utilíssimo na aquisição gratuita de clássicos e livros em domínio público - coisas que eu sempre acabo protelando pra ler. Duas coisas me chamaram a atenção ao descobrir este livro em particular: o fato dele existir, já que não sabia que o filme havia sido baseado em um; e ele ser do mesmo autor de O Grande Gatsby - ou seja, provavelmente clássico, o que torna minha ignorância um pouco pior. Comecei a lê-lo na estrada e me surpreendi com mais duas coisas: trata-se de um conto - curto e facílimo de ler; e não tem absolutamente - repito - absolutamente NADA a ver com o filme, exceto pelo nome do personagem principal e sua condição. Benjamin Button nasce um velho de 70 anos, já falando bastante bem e plenamente consciente de sua idade aparente. Com o passar dos anos, vai rejuvenescendo, enquanto todos de seu círculo social vão envelhecendo normalmente - seus pais, e aí sua esposa e filho, seus amigos e colegas. Embora seja compreensivelmente triste que Benjamin tenha que deixar tanta coisa pra trás e logo se passe por filho de seu próprio filho, a história é até divertida. Claro que recomendo a leitura, mas deixo o aviso àqueles que assistiram ao filme de que não esperem reconhecer nada aqui: personagens, desenvolvimento, ou lágrimas.



Dentre as HQs, destaco:


Star Trek Omnibus Volume 2: Early Voyages, de Dan Abnett e Ian Edington. Esse volume compila as 17 edições da série Early Voyages, que a Marvel lançou entre 1997 e 1998. As histórias acontecem antes da famosa missão de 5 anos da tripulação do capitão Kirk a bordo da Enterprise. Quem está familiarizado com a série lembra que o episódio piloto contava com o capitão Christopher Pike e uma tripulação completamente diferente - exceto por Spock, que era cadete, na época. As HQs, portanto, são as aventuras dessa tripulação, e nos apresentam os personagens de maneira bem legal, fazendo a gente se apegar a eles quase tanto quanto às tripulações da TV. Uma das histórias até nos dá uma visão melhor de The Cage (o episódio piloto), e outra dá um pulinho em um futuro alternativo, causado pelo sumiço da ordenança do capitão. São histórias muito legais, e um prato cheio pra quem é fã e gostaria de conhecer melhor a tripulação de mais curta duração na série (mas, não, nunca ficamos sabendo o nome da Number One).



Os Fabulosos X-Men: A Saga da Fênix Negra, de Chris Claremont e John Byrne. O clássico dos clássicos, o arco mais aclamado de toda a história dos X-Men, que agora tenho na edição lindíssima da Salvat! Trazida de volta dos mortos pela entidade Fênix, Jean Grey agora precisa lidar com o fardo de portar tamanho poder... e falha miseravelmente. A antiga Garota Marvel é corrompida por ele e se deixa transformar na Fênix Negra - uma criatura sedenta por destruição e morte. A história é importante não só pelo desenrolar trágico que a vida da Jean Grey toma daqui em diante, mas também pela introdução a personagens futuramente recorrentes, como Emma Frost, Kitty Pryde e Cristal. A capa clássica é a inspiração de todos os cosplay de Scott Summers e Jean Grey nas convenções, haha.


Wolverine: O Velho Logan, de Mark Millar e Steve McNiven. Estava aguardando ansiosamente pelo lançamento desta história em uma única encadernação! Foi um dos primeiros arcos do Wolverine que li mas, na época, o achei bem bizarro. Hoje, depois de muitos anos de estudos marvelísticos, reli a história e não só a entendi melhor como a achei tristíssima, como tudo o que envolve esse coitado. 50 anos no futuro, os Estados Unidos está sendo governado pelos maiores supervilões, enquanto a maioria dos super-heróis foi morta. Alguns sobreviventes ou seus descendentes se aliaram ao novo poder, mas outros preferiram se manter na clandestinidade, aposentados - o caso de Logan, que se refugiou em uma fazenda no meio do nada, constituiu família e envelheceu em tranquilidade, sem usar as garras em cinco décadas. Entretanto, essa região é controlada pela família perigosa e completamente insana de Bruce Banner (que se tornou uma coisa gigantescamente pirada por causa da radiação), e, para que sua família e sua tranquilidade sejam deixadas em paz, Logan acaba aceitando sair em uma missão no outro lado do país com um idoso e cego Gavião Arqueiro. Os dois vão passando por todo o cenário de devastação em que o país se encontra e, durante a viagem, vamos sabendo o que aconteceu a alguns dos heróis mais importantes - além do horrível motivo que levou Logan a uma aposentadoria improvável. Triste, e visceral.



Não esqueçam de me dizer o que vocês já leram até agora: ainda tenho pouca coisa pra ler (olha a ironia, de novo!) e adoro indicações, hahah!

A história real do cara que achava que era um zumbi

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Aliás, ele tinha certeza.

Conhecido pela bibliografia médica apenas como Graham, o homem, que sofria de uma depressão gravíssima, decidiu que tiraria a própria vida. Em meados de 2004, Graham encheu uma banheira e entrou nela segurando algum equipamento elétrico.

Oito meses depois, Graham ligou para o seu médico para dizer que a tentativa de suicídio tinha dado certo e que ele estava morto.

[ freerangestock ]


O choque obviamente não matou Graham, mas o deu a certeza absoluta de que seu cérebro não funcionava mais. De fato, ele estava tão convencido de que estava realmente morto, que sua "vida" a partir daquele dia ficou até pior do que estava antes: o som da sua própria voz o irritava (já que mortos supostamente não falariam), cessou qualquer rotina de higiene (porque mortos não precisam dela), parou de fumar (pois afirmava que a nicotina não fazia mais nada por ele) e parou de tomar a medicação para depressão (porque a depressão é uma doença mental e seu cérebro "não funcionava mais"). Na verdade, o incomodava que ele continuasse "funcionando" normalmente, porque seu cérebro "não existia mais".

Não se sabe se pelo choque ou pela depressão severa (ou uma combinação de ambos), o que realmente aconteceu a Graham foi o desenvolvimento de uma rara síndrome conhecida por Delírio de Cotard ou Síndrome do Cadáver Ambulante. Cotard foi o neurologista francês que identificou o primeiro caso de alguém que estava convencido de estar morto, em 1880. Sua paciente foi identificada apenas como Mademoiselle X, e ela estava tão convencida de que parte do seu corpo não existia e que, portanto, não precisava mais comer, que acabou realmente morrendo de inanição.

O principal sintoma da síndrome, segundo Cotard, é a rejeição convicta da existência corpórea - acreditar que partes ou todo o seu corpo não existem realmente. Em casos extremos, como o de Graham, o indivíduo chega até mesmo a acreditar que está morto e que sua existência é puramente espectral. A ciência moderna rejeita a ideia de que o Distúrbio de Cotard seja uma síndrome à parte, mas que seja um sub-sintoma de outros distúrbios mentais. De qualquer forma, tratamentos ainda estão sendo desenvolvidos, e Graham foi o primeiro sucesso.

Os sintomas da síndrome, entretanto, não são psicologicamente controlados. Ao realizar um escaneamento em Graham, o neurologista se surpreendeu ao perceber que o cérebro dele estava incrivelmente similar ao de uma pessoa adormecida ou sob efeito de forte anestesia, embora o homem estivesse bastante ativo e se comunicasse normalmente durante os exames. De qualquer forma, hoje Graham está parcialmente curado da síndrome, e afirma não se sentir mais morto... Ou, ao menos, não completamente morto.

Em 2013, Graham concedeu uma entrevista à New Scientist em que contou como foi sua experiência como zumbi e seu tratamento. O link está logo ali, no fim da postagem. 

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Fontes:Now I Know | Entrevista para a New Scientist

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Outras postagens que você talvez queira ler:


Conhece o teste de personalidade Myers-Briggs?

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O MBTI (Myers-Briggs Type Indicator) é um teste psicométrico altamente difundido pelo mundo, embora não seja completamente validado pela psicologia.

Baseadas nas teorias tipológicas propostas originalmente por Carl Jung, Katherine Briggs e sua filha Isabel Myers desenvolveram este indicador na época da Segunda Guerra com a intenção de que, com tal teste, as mulheres descobrissem que trabalhos poderiam desempenhar com mais eficiência e conforto de acordo com os aspectos das suas personalidades. 

O teste considera 16 tipos de personalidades, representados por siglas que são combinações de quatro dicotomias. São elas:


EXTROVERSÃO x INTROVERSÃO
SENSORIAL x INTUIÇÃO
RAZÃO (Thinking) x SENTIMENTO (Feeling)
JULGAMENTO x PERCEPÇÃO


Os 16 tipos são, portanto (clique para ampliar):



Ao realizar o teste, que consiste de várias perguntas a respeito de suas preferências pessoais, o indivíduo é apresentado a um relatório com a sigla das quatro dicotomias que representam seu tipo de personalidade. Um teste completo o mostrará as porcentagens de intensidade de cada aspecto. Por essa razão, muitas pessoas não se sentem completamente descritas pelos resultados - afinal, somos todos diferentes e reagimos às coisas de maneiras diferentes, com maior ou menor intensidade.

Há muito o que se comentar a respeito do teste, mas o mais importante é lembrar que:

- O teste Myers-Briggs deve ser encarado apenas como um guia de autoconhecimento, não como palavra final. Ele sequer é aceito como método de seleção em instituições de ensino ou cargos empregatícios.

- Não há resultado melhor ou pior. Alguns tipos de personalidades são mais frequentes do que outros, mas ninguém é mais especial por ser de um tipo determinado.

- Profissionais não encorajam o uso do MBTI por ser pouco confiável. É perfeitamente possível que se realize o teste depois de algum tempo e o resultado saia completamente diferente. O estado de espírito do avaliado é de grande influência no resultado.

- A única pessoa que pode dizer com absoluta certeza como é a sua personalidade e os motivos pelos quais você age como age é você mesmo.


O teste é aplicado por muitos profissionais licenciados e é pago, mas existem versões resumidas que podem ser realizadas gratuitamente pela Internet. Testei vários deles e, apesar das questões variarem de um para o outro, o resultado deu sempre o mesmo. O mais abrangente e de relatório mais detalhado que encontrei está em 16 Personalities. A versão em inglês (recomendada)é exponencialmente mais completa - com várias páginas de resultado, divididas em áreas de interesse detalhadas. Aqui está a versão em português, com resultados mais resumidos. No mesmo site, é possível ler a respeito de todos os 16 tipos.


Meu tipo é o INTJ.



O tipo INTJ é um dos mais raros entre a população mundial (1-2%) e o mais raro entre as mulheres (0,8%). É tido como um tipo solitário e lógico, e que busca constante conhecimento e aprendizado, mas que tende a ser cínico e perder rapidamente o interesse por coisas e pessoas que não colaboram para o seu desenvolvimento. Pensa mais do que fala ou age, e tende a superanalisar e questionar coisas simples, inclusive os sentimentos dos outros para com eles - por essa razão, não são bons em demonstrar os próprios sentimentos. Segue a explicação resumida para a sigla, com minhas porcentagens pessoais:

I - Introvertido: prefere atividades individuais, pensa antes de falar e agir, fica exausto com atividades sociais. (84%)

N - iNtuitivo: é imaginativo, absorto em ideias, foca no que pode acontecer em vez do que aconteceu ou está acontecendo, prefere descobrir as coisas sozinho, percebe alterações e novidades mesmo que discretas. (17%)

T - pensador (Thinking): firme, segue a razão, foca na objetividade e racionalidade, é honesto e admira a honestidade, leva as coisas para o lado pessoal. (20%)

J - Julgador: decidido, prefere regras claras, é organizado e não gosta de deixar nada sem resolução, leva responsabilidades a sério. (77%)

O T ao fim da sigla indica a identidade Turbulenta: perfeccionista, inibido, impulsionado para o sucesso, se preocupa com a própria imagem. (81%)

INTJs famosos: Vladimir Putin, Lance Armstrong, Richard Gere, Arnold Schwarzenegger, Thomas Jefferson, John F. Kennedy, Augusto César.

INTJs da ficção: Walter White ("Heisenberg") de Breaking Bad; Gandalf de O Senhor dos Anéis; Katniss Everdeen de Jogos Vorazes; Hannibal Lecter e Clarice Starling de O Silêncio dos Inocentes; Professor Moriarty, inimigo de Sherlock Holmes; Gregory House de House M.D.


  • Os melhores empregos para INTJs seriam aqueles em que eles tenham liberdade para trabalhar sozinhos ou em grupos pequenos, para que seu foco criativo não seja interrompido. É improvável que ele se sinta confortável em cargos administrativos, em que tenha que lidar com constante diálogo e trabalho em equipe. INTJs são muito dedicados às suas responsabilidades e sempre terminam o que começam, mas tendem a rejeitar ordens de superiores que os subestimem e perder respeito a colegas e superiores que considerem incompetentes para o cargo.


nataliedee.com


Guia de sobrevivência ao lidar com INTJs

Nós somos impacientes e muito, muito ligados aos nossos planos. Segue uma lista das coisas que não suportamos (ou suportamos apenas pela boa educação que recebemos). É uma lista bem geral e pode se aplicar a qualquer um, mas tem mais gravidade para nós:

  1. Surpresas/planos de última hora/mudanças de planos.
  2. Quando tomam decisões por nós.
  3. Conversa fiada/fofoca/flerte.
  4. Ataques à nossa inteligência, competência e integridade.
  5. Manipulação.
  6. Desonestidade e mentiras.
  7. Interrupções no nosso tempo sozinhos.
  8. Atrasos.
  9. Gente que não para de falar.
  10. Superficialidade (moda, tendência, must-do/must-go/must-have).
  11. Vendedores.
  12. Erros de gramática.





Coisas que amamos


  1. Aperfeiçoar nossas habilidades/ler/estudar/pesquisar.
  2. Honestidade/clareza.
  3. Quando gostam das coisas que gostamos.
  4. Reinterpretar/reorganizar convenções.
  5. Desafios intelectuais.
  6. Compromisso/responsabilidade.
  7. Nossa zona de conforto.
  8. Nossos amigos.
  9. Compartilhar ideias.
  10. Conversas sobre tópicos interessantes.
  11. Silêncio.



A mulher INTJ

A autora do blog Candid Diversions fez uma lista divertida e muito correta sobre como é ser uma mulher INTJ. Tomei a liberdade de traduzir alguns pontos que vocês tenham ideia da luta diária, haha:


  1. Você se sente cercada por aliens quando há mais de duas pessoas chorando.
  2. Você acha que foi abduzida por aliens quando você chora.
  3. Seu cérebro não descansa, nem quando você está cansada. Especialmente quando está cansada.
  4. Você não é convidada para as coisas porque as pessoas já imaginam que você não vai.
  5. Você nunca é espontânea. Você só é espontânea se planejar isso com antecedência.
  6. Surpresas são SEMPRE ruins.
  7. Você faz listas quando deveria estar dormindo.
  8. Você fica alternadamente surpresa, encantada e incomodada com pessoas extrovertidas.
  9. A maior parte dos seus poucos amigos são homens.
  10. Você sabe exatamente o que precisa ser feito, mas as pessoas nunca ouvem.
  11. Você tem mais livros do que sapatos, jóias, ou amigos no Facebook.
  12. Sarcasmo é a sua língua materna, e as pessoas que você conhece têm medo de ser vítimas dele.
  13. Você pensa em respostas que podem destruir a autoestima de quem a irrita, mas não as usa porque tem bom senso.
  14. Você se lembra de cada conversa que teve durante o dia quando está tentando dormir.
  15. Você sabe exatamente o que deveria ter dito em uma discussão que teve há meses ou anos atrás.
  16. Argumentos estúpidos de políticos, líderes e celebridades a ofendem a nível pessoal. "Eles pensam que a gente é idiota?"
  17. Você é leal a suas amizades, mesmo que os amigos não sejam leais da mesma forma em retorno. Você acha amizades ótimas, mas muito trabalhosas. Infelizmente, você acha que está sendo deixada de lado quando os amigos não respondem suas mensagens ou deixam de "curtir" algo relevante no Facebook porque, sério, leva 5 segundos. Se alguém não te dedica 5 segundos, você obviamente não está em sua lista de prioridades. Não é sentimento, é lógica.
  18. Quanto mais pessoas você é forçada a lidar durante o dia, maior o tempo sozinha que você vai precisar à noite.
  19. Você nunca consegue atingir suas próprias metas impossíveis.
  20. Se você for criticada a respeito de uma habilidade que ainda está desenvolvendo e que ainda não te dá confiança, nunca mais a tentará de novo. E nunca vai perdoar quem a criticou, mesmo que a crítica tenha sido "construtiva".
  21. Se você for criticada a respeito de algo que considere fazer bem, a única coisa que mudará é a sua visão a respeito de quem a criticou. Você não pediu sua validação e, portanto, ela é inútil.
  22. Você vai gastar horas - ou dias - tentando controlar coisas que estão fora do seu controle.
  23. Você vai evitar mudanças a todo custo, até que ela pareça ter uma vantagem óbvia. Mesmo mudanças necessárias são difíceis.
  24. Você honestamente não entende quando as pessoas te mandam "viver o momento".
  25. Você muitas vezes vai esconder seu lado criativo porque odeia chamar a atenção e estar suscetível a críticas mais do que ama o reconhecimento.

Na Noite Terrível

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© Almada Negreiros



Na noite terrível, substância natural de todas as noites,
Na noite de insônia, substância natural de todas as minhas noites,
Relembro, velando em modorra incômoda,
Relembro o que fiz e o que podia ter feito na vida.
Relembro, e uma angústia
Espalha-se por mim como todo um frio do corpo ou um medo.



O irreparável do meu passado - esse é que é o cadáver!
Todos os outros cadáveres pode ser que sejam ilusão.
Todos os mortos pode ser que sejam vivos noutra parte.
Todos os meus próprios momentos passados pode ser que existam algures,
Na ilusão do espaço e do tempo,
Na falsidade do decorrer.



Mas o que eu não fui, o que eu não fiz, o que nem sequer sonhei;
O que só agora vejo que deveria ter feito,
O que só agora claramente vejo que deveria ter sido -
Isso é que é morto para além de todos os Deuses,
Isso - e foi afinal o melhor de mim - é que nem os Deuses fazem viver... 



Se em certa altura
Tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita;
Se em certo momento
Tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim;
Se em certa conversa
Tivesse tido as frases que só agora, no meio-sono, elaboro -
Se tudo isso tivesse sido assim,
Seria outro hoje, e talvez o universo inteiro
Seria insensivelmente levado a ser outro também.


Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido,
Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo;
Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse;
Mas as frases que faltou dizer nesse momento surgem-me todas,
Claras inevitáveis, naturais,
A conversa fechada concludentemente,
A matéria toda resolvida...



Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói.
O que falhei deveras não tem esperança nenhuma
Em sistema metafísico nenhum.
Pode ser que para outro mundo eu possa levar o que sonhei,
Mas poderei eu levar para outro mundo o que me esqueci de sonhar?



Esses sim, os sonhos por haver, é que são o cadáver.
Enterro-o no meu coração para sempre, para todo o tempo, para todos os universos,
Nesta noite em que não durmo, e o sossego me cerca
Como uma verdade de que não partilho,
E lá fora o luar, como a esperança que não tenho, é invisível p'ra mim.



Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)
1928

Quando ninguém está olhando, eu...

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(tema retirado de uma lista de propostas)

A intenção aqui é escancarar um segredo, então... Vamos lá queimar a cara.


Quando ninguém está olhando, eu...

... me empolgo com música.



Não parece grande coisa, mas é o tipo de coisa que eu só faço quando tô absolutamente sozinha.

Definindo "me empolgar":

- Eu canto. Eu sou muito, muito desafinada, e o tipo de música que eu mais gosto de cantar é justamente aquele cantado por pessoas talentosas. Pior que isso, às vezes imagino estar participando de um programa de talentos, e isso é algo que faço desde que me conheço por gente. Dependendo do meu estado de espírito, se eu estiver ouvindo algo cantado por várias pessoas, faço as partes de apenas uma delas - gosto mais de fazer os backing vocals ou de um vocalista que não seja o principal. Entretanto, nunca participei de um karaokê e nem ao menos canto quando sei que alguém pode ouvir (casos em que apenas dublo apaixonadamente), porque, além de ser horrivelmente introvertida, tenho noção da minha completa falta de talento.

Uma das que me empolgam mais é a Disease, do Matchbox Twenty:



- Eu danço. Já dancei bastante, quando mais nova, e sempre gostei. Mas não faço isso em público há muito tempo, já que eu tenho me retraído cada vez mais. Não consigo me sentir à vontade entre outras pessoas, então dançar está completamente fora de cogitação. Porém, quando estou sozinha, relembro coreografias antigas das minhas boybands favoritas, e gosto de inventar coreografias também. Passei bastante tempo ensaiando o skank (a dança do ska) e ainda não faço muito bem, mas às vezes tento um pouco mais.

- Eu "toco bateria". Eu não sei tocar instrumento nenhum (salvo metade de uma música na flauta-doce), mas gosto de imaginar que sim. Embora tenha grande simpatia pelos instrumentos de sopro, o que mais gosto de "reproduzir"é a bateria. Acho relativamente fácil acompanhar ritmos (a não ser que seja Metal Progressivo, aí é demais pra minha cabeça), então a batucada é garantida na minha mesa - ou nas minhas pernas.


E vocês, o que fazem quando ninguém está olhando? (não sejam esquisitos)

Minhas 10 citações favoritas

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(tema retirado de uma lista de propostas)

Sejam de livros, de músicas, filmes ou entrevistas, algumas citações nos impactam de tal modo que sentimos a necessidade de tê-las acessíveis em todos os lugares, além do mural do Facebook. Eu costumava colocá-las em camisetas.

Vai ser difícil escolher apenas dez porque memorizo muitas, muitas citações, para serem usadas nas mais diversas situações. Acho provável que eu faça outra postagem como esta, futuramente, para aproveitar o que não usei aqui agora.

Seguem as preferidas, sem ordem de preferência:

1. "I was your joke. You were my lesson." - Henry Rollins
("Eu fui sua piada. Você foi minha lição.")

Rollins é uma fonte inesgotável de citações memoráveis, mas as coisas que ele compilou em Solipsist são as que mais me chamam a atenção. Já comentei sobre o livro anteriormente e já reproduzi várias coisas que tirei de lá, aqui no blog ou no Facebook. Esta aqui, entre tantas outras favoritas tiradas do livro, explicita bem minha postura diante de pessoas ou situações que tiraram o melhor de mim. Nem sempre aprendo rápido, mas, assim que aprendo, é pra sempre.

2."I ain't quiet - everybody else's too loud!"- The Quiet One, The Who
("Eu não sou quieto - todo mundo fala alto demais!")

Uma das poucas canções escritas pelo baixista da banda, John Entwistle, que era conhecido como o quieto da banda. Como todos os introvertidos podem muito bem confirmar, falamos pouco porque só falamos o suficiente. Se nos passamos por quietos, é porque as pessoas estão fazendo mais barulho do que precisam...



3. "Pietrisycamollaviadelrechiotemexity." - Sunny Baudelaire, em O Hospital Hostil

Sempre me perguntam "que palavra em alemão é essa?", e eu sempre tenho que explicar que essa palavra é inventada, e provavelmente um anagrama (que ninguém ainda decifrou). Sunny Baudelaire, a caçula dos irmãos protagonistas das Desventuras em Série, ainda é bebê e inventa palavras pra tudo o que quer dizer. Esta em particular quer dizer "Devo admitir que eu não tenho a mais pálida ideia do que está acontecendo", e dizem que foi a primeira palavra que ela disse, assim que nasceu. De qualquer forma, essa palavra resume basicamente a minha vida toda.

4. "A solidão desola-me; a companhia oprime-me." - Fernando Pessoa, em Livro do Desassossego

O Livro do Desassossegoé um que eu gostaria de citar inteiro (cheguei perto disso algumas vezes), e o próprio Fernando Pessoa não fica atrás. Poucas citações conseguem resumir tão bem o que eu sinto em relação à minha vida. Por mais deprimente que seja...

5. "Was I wishing on satellites?" - Burn After Writing, The Menzingers
("Eu estava fazendo pedidos a satélites?")

Sim, isso explica basicamente todo sonho que deu errado.



6. "Sapere aude" - Horácio, posteriormente Immanuel Kant
("Ouse saber")

Importante o suficiente para ter sido tatuada. Kant aproveitou desta citação para divulgar seus pensamentos filosóficos na época do Iluminismo, instigando a apática humanidade acomodada a pesquisar, perguntar, se informar, buscar orientação ou descobrir as coisas por si mesmas, mas fazer algo pra combater uma ignorância tão facilmente instalada nas eras anteriores.

7. "Sabe, uma vez meu irmão me disse que nada dito antes da palavra 'mas' realmente conta." - Benjen Stark, em A Guerra dos Tronos

"Eu não sou preconceituoso, mas...", "Não está ruim, mas...", "Isso não é uma crítica, mas...". Percebem?

8. "You beg and plead, but no one here can save you. Why would they try, when they can't quite save themselves?" - The Receiving End of it All, Streetlight Manifesto
("Você implora e suplica, mas ninguém aqui pode te salvar. Por que tentariam, quando eles mal conseguem salvar a si próprios?")

Minha música favorita de uma das minhas bandas favoritas, que tem letras tão geniais que acabei tatuando o símbolo do banda de uma vez, para resumir todas as minhas citações favoritas. Esta é um lembrete constante de que não devo esperar dos outros o que não consigo de mim mesma.



9. "You can hope it gets better and you can follow your dreams; but hope is for presidents and dreams are for people who are sleeping."- People II 2: Still Peoplin'?, Andrew Jackson Jihad
("Você pode esperar que melhore e você pode seguir os seus sonhos; mas esperança é para presidentes e sonhos são para pessoas que estão dormindo.")

Este álbum todo tem letras muito boas, e essa é uma das minhas favoritas. Não é otimista, como geralmente são as minhas coisas favoritas.



10. "Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." - Dr. Wayne W. Dyer

Vi esta citação pela primeira vez no livro Extraordinário, e desde então venho eu mesma tentando aplicar essa pequena sabedoria. Ainda mais com o acesso cada vez mais fácil à internet, é bem comum flagrar competições pela propriedade da Verdade, quando o que realmente falta é um pouco mais de tolerância pelas ideias divergentes. Acho que só com a compreensão de que não existe a Verdade Absoluta sobre Todas as Coisas do Universo é que a humanidade vai conseguir usar mais de gentileza...

As últimas 10 músicas favoritas

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Vamos lá a uma lista atualizada das minhas últimas 10 (re)descobertas musicais favoritas! Meu gosto musical nunca foi muito uniforme, mas receio que esteja ficando mais estranho a cada vez...

'Bora:



The Last Goodbye
Billy Boyd



Many places I have been
Many sorrows I have seen
But I don't regret, nor will I forget
All who took the road with me

Parte da trilha sonora de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, o último da trilogia. Uma despedida literal de tudo, já que tocou na passagem dos créditos; fala sobre irmãos caídos, a incerteza dos caminhos futuros, e a volta pra casa. E é cantada pelo ator que interpretou Pippin na trilogia O Senhor dos Anéis - como se fosse possível deixar a coisa ainda mais emocionante do que já seria. :'(


Loving the Sound
The Overtones



Yeah I’m gone, moving on
And I’m loving the sound of the beat of the drum


Descobri a banda pelo YouTube ao buscar por versões de The Longest Time, de Billy Joel. Assisti a deles e a achei bem divertida e original, então fui ao Spotify ouvir outras coisas deles e acabei voltando apaixonada. A banda tem uma história legal e uma apresentação que é um revival modernoso do doo-wop dos anos 1950 (eles têm várias versões de músicas antigas e também muitas composições próprias), com coreografias bacanas e ternos impecáveis. Adoro grupos vocais, especialmente se são de soul/doo-wop; então, como é o caso aqui, ponto pros garotos!


Plain Sailing Weather
Frank Turner




I found the one damn person to help me fall asleep the night
But sleeping gets tiring, and dark reminds me of dying.


Eu amo esse inglês das pernas compridas desde que o ouvi pela primeira vez, mas essa música tem sido minha favorita dele, ultimamente. É do seu álbum mais recente (Tape Deck Heart), que pretendo adquirir, qualquer dia desses.



The Dying of the Light
Noel Gallagher's High Flying Birds



Gonna try my best to get there
But I can't afford the bus fare
And the storm that's rolling over
Man, it makes me wanna cry


Do álbum lançado esse ano. Estou obcecada por esta. Tenho acompanhado as transmissões ao vivo de alguns shows da turnê mundial e estou gostando cada vez mais das músicas novas, que funcionam muito bem ao vivo. E também estou amando a banda que acompanha o Noel na carreira solo!




San Francisco
The Mowgli's



I lost my head in San Francisco,
Waiting for the fog to roll out
But I found it in a rain cloud
It was smiling down!

Podia jurar que já tinha colocado ela por aqui antes, mas acabei de ver que não! Descobri a banda pelo Spotify, quando a rádio personalizada me mandou Carry Your Will - que é provavelmente a única música triste deles. San Francisco, em compensação, é tão upbeat que eu não consigo evitar de cantá-la toda vez que toca. E esse vídeo tão breguinha e amor?




Amazing
Westlife




It's like I live a thousand lifetimes
Still looking for the one that feels right
See, moving on just isn't working
You lit the fire that I burn in


Lá venho eu com os meus irlandeses favoritos. Não há absolutamente nada de especial nessa música: a letra não é lá essas coisas, o vídeo me faz rir (1. o cabelo do Kian; 2. o desperdício de papel sulfite; 3. por que em todos os vídeos cada um tá num canto diferente e acabam invariavelmente se encontrando no final?; 4. o gesto espontâneo indecifrável de Shane no último verso - dafuq, Shane?; 5. Nicky só canta UMA MÍSERA FRASE da música inteira; 6. Mark rindo no fim do vídeo, estragando o clima romântico da coisa). Mas é muito frequente que eu acorde com essa música na cabeça, por isso me acostumei a ela. E é sempre bom olhar pra esses caras, haha.



Tell Me, Tell Me... Baby
*NSYNC




We are what they call a perfect match
It's something that you can't touch
Down to the last bone, you're my baby
But to be honest there's just one thing
A part that is missing: 
You don't seem to care at all!

Já que chutei o balde com as boybands, aqui estou eu voltando lindamente à minha adolescência. O álbum com essa música é de 2001 - o último deles -, e só consegui comprar o CD uns dois anos depois, usado, e o tenho até hoje (e o ouço até hoje - me julguem). Enfim, essa só foi virar favorita recentemente, e é impossível eu não botar no repeat toda vez.



ABC Café / Red and Black
Aaron Tveit e Eddie Redmayne




Red: the blood of angry men!
Black: the dark of ages past!
Red: a world about to dawn!
Black: the night that ends at last!

Esta é a cena em que os estudantes estão planejando os pormenores da revolução, e é uma das minhas favoritas por muitos motivos. Os conflitos sociais de Os Miseráveis sempre foram o meu maior interesse na história (depois dos conflitos do próprio Jean Vajean, é claro, que segue sendo meu personagem literário favorito), e, por mais que grande parte da galera ali só estivesse envolvida pela zoeira, ver o empenho e a dedicação completa de Enjolras me inspira e emociona (ainda mais sabendo que ele se manteve determinado até o fim). Vê-lo aqui inspirando os outros e tentando trazer o Marius de volta ao foco principal (porque o Marius NÃO TEM FOCO), e aí esse refrão que fica dias na minha cabeça, me fazendo cantar como se estivesse lá, é simplesmente sensacional. Amor além de palavras.


Take Me to Church
Sinéad O'Connor




I'm gonna sing songs of loving and forgiving
Songs of eating and of drinking,
songs of living, songs of calling in the night
(...)
Songs that mend your broken bones
and that don't leave you alone.


Sinéad é musa e esse álbum que ela lançou ano passado é muito delicioso. Essa aqui não a mesma que a homônima da tal Hozier que anda fazendo sucesso. Tanto a letra quanto o vídeo são uma tentativa de desassociar a imagem que temos da Sinéad fazendo todo mundo chorar com Nothing Compares 2 U e a polêmica que a fez famosa em certa performance ao vivo no Saturday Night Live...


PercusienFa
Erik Mongrain


(instrumental)


Ouço este artista pela playlist de concentração do Spotify (amo tocá-la quando estou traduzindo, o trabalho flui que é uma beleza!), mas acabei vendo o vídeo por acaso bastante depois e só então descobri o estilo dele de tocar e fiquei pasma com a habilidade tão natural que ele tem. Muito bom de ver e ouvir.

"Sozinho, adj. Em má companhia."

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Em minhas muitas leituras a respeito da depressão, li certa vez (infelizmente, não guardei o link) que o ser humano não foi evolutivamente adaptado para viver em sociedade. Parece não fazer sentido, mas é uma questão de pensar melhor sobre o assunto: afinal, qual é a reação normal de um ser humano em relação ao outro quando forçados a conviver? Alguma entre qualquer uma destas:

- Isolamento. Introvertidos, como eu, se isolam de grupos maiores e procuram não chamar a atenção para si mesmos. O convívio com outras pessoas, mesmo que por um breve período de tempo, é física e emocionalmente exaustivo.

- Competição. A tendência natural do ser humano, como de qualquer ser vivo, é sobreviver. Ainda que a situação em que o grupo de pessoas se encontra não seja questão de vida ou morte, a competição estará sempre presente: preciso ganhar mais, preciso me vestir melhor, preciso saber mais, preciso contar as melhores piadas, preciso desencalhar primeiro, minha casa precisa ser mais bonita, preciso ter o corpo mais sarado, preciso postar essas fotos todas no Facebook... para que todos saibam que estou vencendo na vida.

- Violência. Não necessariamente em situação selvagem, mas os seres humanos se tratam violentamente entre si sempre que dada a oportunidade. Por comportamento violento, entendamos toda ação que resulte em prejudicar ao próximo em qualquer nível: abuso físico e psicológico, abandono, exclusão, traição, fofoca, comentários maldosos em redes sociais.

Dada a ocorrência dessas reações quando comparadas a outras reações menos naturais, como a cooperação e o respeito (que são coisas maravilhosas mas, infelizmente, forçadas ao nosso comportamento graças a leis de ética e bons costumes criadas para "domar" nossos instintos primitivos), fica fácil perceber o quanto somos criaturas solitárias.

Entretanto,

sermos solitários nem sempre significa que gostemos de ficar sozinhos (sempre ou quase).

Não vou entrar aqui em pormenores psicológicos a respeito disso, mas me permitir uma (talvez não muito breve) introspecção. Isso vai ser completamente pessoal e provavelmente não fará sentido pra muita gente, mas é algo que gostaria de ventilar.

Como mencionei acima e já transpareci diversas vezes, sou introvertida. Por ser algo que me atrapalhava na infância e adolescência, passei muitos anos tentando "consertar" isso, ou disfarçar o melhor que podia, me forçando a situações que me deixavam desconfortável só para que eu pudesse me sentir mais "normal" entre os outros e evitar as piadas. A chegada da idade adulta e as experiências normais da vida me ajudaram muito nos termos da timidez, que superei bem, mas a introversão é uma parte da minha personalidade que é imutável. Nos últimos anos, tenho convivido bem com ela e aceitado os modos como ela molda meu caráter e meu comportamento. Se não gosto de frequentar lugares cheios de gente estranha é porque não gosto de frequentar lugares cheios de gente estranha, eles me dão dor de cabeça e saudade de casa - parei de dar desculpas a respeito disso e tá tudo bem.

O grande problema estar ok com quem se é, porém, é que as pessoas que nos cercam supõem coisas sobre nós no nosso lugar. A gente para de receber convites para as coisas, por exemplo, porque as pessoas já imaginam que a gente não vá. Peraí. Eu não me importo de ir a festas, desde que tenha alguém lá pra me fazer companhia. Todos os introvertidos são assim? Não, mas eu sou. E as pessoas só têm como saber se perguntarem e, não sei, talvez me convidarem. Seu convite não é importante pela perspectiva do evento, mas pelo convite em si!

Da mesma forma, pessoas assumem que eu goste de ficar sozinha por ser assexual. Entendo que o conceito de assexualidade seja complicado de entender (até por isso fiz questão de abrir uma página de conscientização e educação aqui no blog), e que uma breve noção da definição do termo seja aparentemente o suficiente pra pensar "bom, ela não é chegada nem em homem nem em mulher, então não vou nem perder meu tempo". Gente, orientação sexual não é tudo o que determina as necessidades de um ser humano. Todo relacionamento deve começar e se manter com comunicação, e não há maneira absoluta de ninguém saber o que eu quero sem me perguntar.

Ambas características da minha personalidade me fazem me sentir constantemente sozinha. Traços de personalidade são coisas que nós disfarçamos o melhor que podemos, mas que não conseguimos efetivamente mudar; portanto, aquele sermão todo de "seja mais flexível", "tá se sentindo assim porque quer", "saia mais de casa" não funciona. Situações forçadas não são mentalmente saudáveis, podem resultar em traumas e realmente piorar uma situação já ruim o suficiente. Gente como eu geralmente procura companhia de pessoas que estão longe, e isso também não é completamente saudável porque uma "companhia" distante jamais vai preencher as necessidades humanas de proximidade. Tenho pouco mais de 300 amigos no Facebook, e conheço todos eles (quem não é meu amigo ou parente foi aluno meu, colega de trabalho ou de estudo, ou é/foi cliente). Ainda assim, nem 10% dessas pessoas interage no meu dia a dia - de que maneira for. O restante delas nunca visitou meu blog, não me segue de volta em outras redes sociais, não me felicita no meu aniversário (ou responde às minhas felicitações) e, definitivamente, não entende e nem tenta entender o que eu posto por lá. Trezentos conhecidos.

É como eu disse lá no começo da postagem, sobre o comportamento do ser humano. É normal, é de ser esperado, e não deveria importar. Mas chateia e, apesar de eu ser como sou, sou também incapaz de ignorar a tristeza que isso me dá. E, por pensar tanto nisso, me torturo com coisas que não deveriam me atingir. Saio catando motivos pra alimentar minhas neuras e me chateando mais e chateando os outros no processo. E, claro, nada disso interessa a ninguém.

Isso aqui não vai mudar nada no comportamento das pessoas. Mas, pelo menos, finalmente botei pra fora.




*o título é a tradução de um trecho do genial The Devil's Dictionary, de Ambrose Bierce.

Cover: "Can't Take My Eyes Off You"

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A gente acorda com as músicas na cabeça e aí tem que vir falar sobre elas, né?


Oh, pretty baby
Don't bring me down, I pray
Oh, pretty baby, now that I found you, stay
And let me love you, baby
Let me love you...




Can't Take My Eyes Off Youé uma composição de Bob Crewe e Bob Gaudio, gravada pela primeira vez em 1967 por Frankie Valli. Esta gravação alcançou a segunda posição nas paradas da Billboard e rendeu um disco de ouro ao artista.

Desde então, a canção recebeu centenas de versões (a maior parte delas no mesmo ano e no ano seguinte), sendo amplamente usada como trilha sonora de filmes  - às vezes em performances dos próprios atores, como Heath Ledger em 10 Coisas que Eu Odeio em Você - e programas de TV. 

Algumas das mais variadas são:



Em 1969, as lindas Diana Ross & The Supremes gravaram o hit em versão R&B mais animadinha, com Mary Wilson na voz principal. 



Gloria Gaynor, diva eternizada por I Will Survive, gravou a música em versão disco em 1991, que é uma das versões mais conhecidas.



Em 1998, a cantora de R&B e hip-hop Lauryn Hill fez a versão no seu estilo, ficou muito bem colocada nas paradas e recebeu uma indicação ao Grammy por ela.



A banda de rock alternativo Muse também gravou uma versão da música, em 2001, como lado-b do single Dead Star/In Your World.



A clássica Bad Manners também rendeu uma versão do sucesso, em 2004, em ritmo de ska!



John Barrowman, como nunca canso de lembrá-los, antes de ser o vilão Malcolm Merlyn em Arrow e o Capitão Jack Harkness em Doctor Who/Torchwood, foi e ainda é artista da Broadway. Ele, também, gravou sua versão "cabaré" em 2008.



E, finalmente, meu mais novo grupo vocal favorito, The Overtones, gravou sua versão em 2013 (e, pelo jeito, foi trilha sonora de algum filme alemão :B).


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A lista com todas as versões está aqui. Qual a sua favorita?

As Regras de Civilidade de George Washington

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George Washington, como acredito que todos saibam, foi o primeiro presidente dos Estados Unidos (entre 1789 e 1797) e um dos Fundadores do país. Vocês reconhecerão seu rosto como um dos quatro esculpidos no Monte Rushmore e estampando as notas de um dólar. Não vou entrar em pormenores do seu papel político - apesar de ter sido reconhecidamente um grande homem e feito grandes coisas pelo seu país -, mas destacar algo curioso a seu respeito.

Washington mantinha, desde a adolescência, um caderno em que passou a limpo 110 itens de um livro chamado Regras de Civilidade e Comportamento Decente na Companhia dos Outros e Durante a Conversação. Não se sabe exatamente a origem dessas regras, mas presume-se que baseiem-se em premissas dos padres jesuítas franceses do século XVI. Tais regras ditam boas maneiras ao lidar com outras pessoas e, embora possam parecer bobas e fora de moda hoje em dia, bem poderiam ainda ser usadas por representantes mundiais e... honestamente, todo mundo. Afinal, tudo aqui se resume apenas a boa educação.

Entre a maneira apropriada de se vestir, cumprimentar, se portar à mesa e falar, são algumas delas:

6. Não durma quando os outros falam, não se sente quando os outros estão de pé, não fale quando deveria se manter em silêncio, não ande quando os outros pararem.

22. Não demonstre alegria com a desgraça alheia, mesmo que se trate de um inimigo.

38. Ao visitar os doentes, não assuma o papel de médico se não tem conhecimento para tanto.

44. Quando alguém fez tudo o que pôde mas não foi bem sucedido, não o critique por ter tentado.

47. Não ridicularize nada que seja de importância para os outros e, se não tiver nada de agradável ou inteligente para dizer, guarde para si mesmo.

48. Antes de recriminar os outros, certifique-se de não ter cometido o mesmo erro; porque o exemplo vale mais do que o preceito.

68. Não vá aonde não conhece sem saber se é bem-vindo. Não dê conselhos a não ser que seja solicitado e, se for, faça-o brevemente.

89. Não fale mal de quem não estiver presente, porque é injusto.

100. Não limpe seus dentes com o guardanapo, toalha de mesa, garfo ou faca; mas, se os outros fizerem isso, deixe que façam e não fique olhando.



As demais tratam de não se meter no assunto dos outros, não falar ou rir alto demais, não interromper, não espalhar notícias sem checar se a fonte é confiável, não prometer o que não pode cumprir... Enfim, o básico da boa educação.

A lista completa (em inglês) vocês conferem aqui.


(tal lista é mencionada no livro A Miscelânea Original de Schott, que já indiquei)
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